Jorge era um jovem que aparentava ter um objetivo definido na vida e saber onde queria chegar.
Porém, ele escutava muito o que as pessoas opinavam sobre sua vida, sobre seu comportamento, sobre o que o faria feliz.
- Não sei, mas acho que esse curso que você está querendo fazer não é o melhor - dizia Lucas, seu "amigo".
- Eu sempre quis fazer esse curso, a vida inteira eu pensava em seguir essa carreira - retrucava Jorge.
- O mercado de trabalho não está bom para essa área.
- O mais importante é ser feliz naquilo que se fazer.
- Como ser feliz se você não encontrar oportunidade de trabalho em sua área, ficará com o bolso vazio.
- É, acho que você tem razão.
Assim, Jorge deixou de fazer o curso que sempre dizia que queria, que era sua vocação, e foi tentar um curso que estivesse mais em alta, cujas expectativas de emprego fossem maiores, cuja remuneração fosse grande.
Tempo depois, Lucas se encontra com Jorge.
- Nossa! Fiz o curso que você dizia ser sua vocação. Realmente, não há nada melhor que trabalhar nessa área, você trabalha com alegria, a remuneração vem por consequência. Não sei se trabalho ou me divirto.
- E o mercado de trabalho?
- O importante é ser feliz, fazer aquilo que mais agrada, que traz felicidade.
- E a remuneração?
- O mercado sempre está disposto a remunerar melhor aqueles que trabalham melhor.
- Nossa! Até ganho um pouco mais, em meu trabalho (retrucou Jorge), mas o trabalho é cansativo, chato. Se tivesse outra oportunidade, eu mudaria de área, mas tem que ser uma área que paga pelo meus títulos.
- Jorge, o mercado sempre está disposto a remunerar melhor aqueles que trabalham melhor.
Assim, Jorge outra vez deixou de fazer o que aparentava ser sua vocação para dar ouvidos às opiniões alheias. Na verdade, não sabia qual era seu objetivo, não sabia onde queria chegar.
Renato Tavares
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
IFMG campus Bambuí
Interessante é observar nos olhos dos meninos e meninas, que ingressam no IFMG campus Bambuí, a alegria da conquista de poder estudar em uma "Federal" como dizem por aqui, em Bambuí, MG, ou como leio em algumas camisas: "Foi mal, a minha é Federal"
A alegria que se manifesta no prazer com que alguns estudantes retiram seus cabelos e exibem com orgulho, pela cidade, suas carecas reluzentes. Alegria que se manifesta no prazer com que algumas estudantes pintam seus rostos e exibem com orgulho, pela cidade, as marcas da aprovação.
É claro que observo alguns exageros, mas não estou a comentar a civilidade ou não dos chamados trotes.
Estou a comentar como é bom ver a alegria nos rostos desses meninos e meninas que ingressam no IFMG campus Bambuí. É claro, como os chamados "kaloros", ou "bi-kaloros" costumam ressaltar, é difícil, os professores, a instituição, são exigentes. Porém, nos mesmos rostos alegres, observo, também, a determinação e coragem de aceitar o desafio, a ousadia de dizer estudarei mais se preciso, a certeza de que dias melhores estão reservados para aqueles que se esforçam.
Agora, sim, posso desejar a todos felicidades em 2014!
A alegria que se manifesta no prazer com que alguns estudantes retiram seus cabelos e exibem com orgulho, pela cidade, suas carecas reluzentes. Alegria que se manifesta no prazer com que algumas estudantes pintam seus rostos e exibem com orgulho, pela cidade, as marcas da aprovação.
É claro que observo alguns exageros, mas não estou a comentar a civilidade ou não dos chamados trotes.
Estou a comentar como é bom ver a alegria nos rostos desses meninos e meninas que ingressam no IFMG campus Bambuí. É claro, como os chamados "kaloros", ou "bi-kaloros" costumam ressaltar, é difícil, os professores, a instituição, são exigentes. Porém, nos mesmos rostos alegres, observo, também, a determinação e coragem de aceitar o desafio, a ousadia de dizer estudarei mais se preciso, a certeza de que dias melhores estão reservados para aqueles que se esforçam.
Agora, sim, posso desejar a todos felicidades em 2014!
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Povo Feliz
Dizem, por aí, que o primeiro passo para o empreendimento é imaginar, sonhar, idealizar um projeto. O segundo passo é traçar os objetivos, as metas e detalhar como serão atingidas as etapas do projeto. Depois, trabalhar arduamente, sem cessar. Outros passos necessários, avaliar, refazer alguns objetivos, algumas metas, voltar ao trabalho árduo...
No início de mais um ano, além das velhas reclamações sobre o calor, a avaliação de alguns economistas de que, por fim, o país irá quebrar, ou as análises sobre as campanhas políticas, sobre a copa, sobre os aeroportos, sobre as estradas, leio uma reportagem de que o brasileiro é o décimo povo do mundo em otimismo.
Interessante, pois os especialistas afirmam que o Brasil não vai bem, de que a economia está estagnada, de que o emprego está retraindo, etc. Interessante, pois em meio a tanto pessimismo, por parte de alguns setores da mídia, o brasileiro é o décimo povo mais feliz do mundo.
Não sou especialista, luto muito contra o pessimismo, sempre estou disposto a ouvir notícias que confirmam que a coisa está feia, mas saber que o brasileiro está feliz, que é otimista, faz com que, no início deste 2014, no momento em que estou planejando o ano, traçando os objetivos, as metas, eu considere com otimismo e encanto o futuro, que ouça esse povo feliz, otimista.
No início de mais um ano, além das velhas reclamações sobre o calor, a avaliação de alguns economistas de que, por fim, o país irá quebrar, ou as análises sobre as campanhas políticas, sobre a copa, sobre os aeroportos, sobre as estradas, leio uma reportagem de que o brasileiro é o décimo povo do mundo em otimismo.
Interessante, pois os especialistas afirmam que o Brasil não vai bem, de que a economia está estagnada, de que o emprego está retraindo, etc. Interessante, pois em meio a tanto pessimismo, por parte de alguns setores da mídia, o brasileiro é o décimo povo mais feliz do mundo.
Não sou especialista, luto muito contra o pessimismo, sempre estou disposto a ouvir notícias que confirmam que a coisa está feia, mas saber que o brasileiro está feliz, que é otimista, faz com que, no início deste 2014, no momento em que estou planejando o ano, traçando os objetivos, as metas, eu considere com otimismo e encanto o futuro, que ouça esse povo feliz, otimista.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus
"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito". (Rm 8, 28)
Há três anos, passava pela Fernão Dias, acreditava naquela época que passara por Bragança Paulista. Há três anos, passava por uma placa próxima à estrada que afirmava que tudo acontecia, cooperava, para o bem daqueles que amam a Deus.
Fiquei confiante!
Fui aprovado para o Mestrado em Filosofia.
Há quase duas semanas, passava agora sim, pela cidade de Atibaia, quando fui surpreendido pela mesma placa, que impregnava meu coração da mesma certeza de que as coisas aconteciam para meu bem, pois eu amo a Deus.
Confiante, outra vez!
Fui aprovado para o Doutorado em Filosofia.
Naquela época, tinha me inscrito em um mestrado, após ser reprovado por três vezes em outro. Eu me inscrevi apenas para ver o que acontecia. Fui aprovado e cursei o melhor mestrado que poderia ter imaginado.
Dessa vez, não sei por que, mas me inscrevi em um doutorado que acredito ser bom, apesar de novo, tem um corpo docente respeitável. Estou confiante em fazer o melhor doutorado que possa imaginar.
Escrevi essas linhas para registrar que, embora às vezes cansado, desanimado, sem muita esperança, é preciso seguir em frente, confiar, acreditar que realmente, quando se ama a Deus, todas as coisas acontecem, cooperam para o bem de seus filhos.
Há três anos, passava pela Fernão Dias, acreditava naquela época que passara por Bragança Paulista. Há três anos, passava por uma placa próxima à estrada que afirmava que tudo acontecia, cooperava, para o bem daqueles que amam a Deus.
Fiquei confiante!
Fui aprovado para o Mestrado em Filosofia.
Há quase duas semanas, passava agora sim, pela cidade de Atibaia, quando fui surpreendido pela mesma placa, que impregnava meu coração da mesma certeza de que as coisas aconteciam para meu bem, pois eu amo a Deus.
Confiante, outra vez!
Fui aprovado para o Doutorado em Filosofia.
Naquela época, tinha me inscrito em um mestrado, após ser reprovado por três vezes em outro. Eu me inscrevi apenas para ver o que acontecia. Fui aprovado e cursei o melhor mestrado que poderia ter imaginado.
Dessa vez, não sei por que, mas me inscrevi em um doutorado que acredito ser bom, apesar de novo, tem um corpo docente respeitável. Estou confiante em fazer o melhor doutorado que possa imaginar.
Escrevi essas linhas para registrar que, embora às vezes cansado, desanimado, sem muita esperança, é preciso seguir em frente, confiar, acreditar que realmente, quando se ama a Deus, todas as coisas acontecem, cooperam para o bem de seus filhos.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Massa de manobra
- Os jovens de hoje são alienados, não têm consciência política, não protestam por nada, vivem trancados em casa, presos ao computador.Com esses pensamentos, Isaac acreditava que a juventude contemporânea era apolítica, não se posicionava, não expressava sua opinião, pior, segundo ele, a juventude contemporânea não tem conhecimento da realidade, vive sabe-se lá em que mundo.
Os tempos mudaram, Isaac começou a presenciar a juventude tomar conta da rua, a ocupar os espaços públicos, a tomar as praças, a reivindicar seus direitos, a exigir mudança na forma com que os governantes administram as coisas públicas.
- A juventude acordou, fazia tempo que estava dormindo, pensava que nunca iriam lutar por seus direitos, acreditava que não tinham consciência política.
As manifestações continuaram, intensificaram-se. O que ocorria apenas em dias esporádicos começou a ocorrer todos os dias, impedindo o fluxo dos carros na cidade em que Isaac residia. Pior, começou a ocorrer conflitos entre os jovens e a polícia, cenas de violência eram vistas por todos os lados.
- Essa juventude é baderneira, um bando de vândalos, impedem as pessoas de usufruir dos espaços públicos, não tem jeito, são uns inconsequentes, massa de manobra.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Conhecimento de si
"Quem não conhece a história está condenado a repetir os mesmos erros".
Essa afirmativa, ou outra semelhante, demonstra a necessidade de se conhecer a história, caso contrário, há o risco de tornar a fazer as mesmas coisas e chegar aos mesmos resultados.
Conhecer a própria história é uma das características daquele que "ousa ser inteligente". É necessário o conhecimento da própria história, pois através dessa prática, é possível chegar longe, próximo ao objetivo principal, ou mesmo, é possível não repetir erros que dificultam à pessoa ser bem sucedida.
Para o conhecimento da própria história, um exercício que deve ser feito constantemente, é o exame de consciência, pois através da prática de observação dos passos vividos ao longo do dia, a pessoa que se examina sabe reconhecer seus erros e acertos, sabe quais situações/ações precisam ser corrigidas e quais precisam ser intensificadas.
O conhecimento da própria história, uma das características de quem "ousa ser inteligente", auxilia na aproximação do objetivo principal, auxilia no exercício de autoconhecimento, principalmente, faz com que o ser humano se torne cada vez mais consciente de suas potencialidades e fragilidades, se torne mais humano.
Essa afirmativa, ou outra semelhante, demonstra a necessidade de se conhecer a história, caso contrário, há o risco de tornar a fazer as mesmas coisas e chegar aos mesmos resultados.
Conhecer a própria história é uma das características daquele que "ousa ser inteligente". É necessário o conhecimento da própria história, pois através dessa prática, é possível chegar longe, próximo ao objetivo principal, ou mesmo, é possível não repetir erros que dificultam à pessoa ser bem sucedida.
Para o conhecimento da própria história, um exercício que deve ser feito constantemente, é o exame de consciência, pois através da prática de observação dos passos vividos ao longo do dia, a pessoa que se examina sabe reconhecer seus erros e acertos, sabe quais situações/ações precisam ser corrigidas e quais precisam ser intensificadas.
O conhecimento da própria história, uma das características de quem "ousa ser inteligente", auxilia na aproximação do objetivo principal, auxilia no exercício de autoconhecimento, principalmente, faz com que o ser humano se torne cada vez mais consciente de suas potencialidades e fragilidades, se torne mais humano.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Tranquilidade
Rogério era um sujeito trabalhador, simpático, que gostava de desfrutar de uma boa mesa e da companhia de seus amigos. Não comia, como costumava dizer, fazia refeições, que significa desfrutar da boa companhia e de boa comida, de boa bebida.Nos últimos dias, Rogério estava um pouco preocupado com as muitas avaliações, exames que se aproximavam. Rogério não conseguia dormir, não conseguia relaxar, estava sempre preocupado com o tempo que se aproximava.
- Não se desespere, vai dar tudo certo!
- Não se preocupe, confie em Deus que o que é teu está guardando.
Essas palavras entravam por um ouvido, saia pelo outro. Rogério confiava em Deus, acreditava que tudo daria certo, porém, a pressão dos dias que se aproximavam o tornava
estressado, preocupado. Os amigos não percebiam o fervilhar interno de Rogério, pois viam que seu externo aparentava tranquilidade, serenidade.
- Queria ser como ele, quanta tranquilidade!
- Se fosse comigo, estaria desesperada.
Rogério não se esforçava para aparentar algo que não fosse, apenas vivia o momento: os mais próximos sabiam que ele estava preocupado, intranquilo, os não tão próximos acreditavam que ele estava sereno, tranquilo.
Rogério tinha certeza da preocupação, da solidariedade de seus amigos. Porém, o momento que se aproximava era seu, ninguém poderia viver por ele, apesar de poder estar junto. Rogério tinha certeza que mesmo preocupado, tudo daria certo, pois confiava em Deus, mas não gostava de ouvir a insistência de que não se desesperasse.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Um tempo para cada coisa
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu" (Ec 3, 1).
As pessoas, normalmente, gastam seu tempo angustiando-se, muitas vezes, por aquilo que ainda vai acontecer, outras vezes, sofrem por aquilo que já aconteceu.
Faz parte do humano querer sair do tempo presente e tentar, ou antecipar o futuro, ou querer trazer de volta o passado. Porém, faz-nos mais ainda humanos viver o tempo presente, o instante, o agora.
É claro que precisamos planejar o futuro, caso contrário, ele chegará e pode acontecer que não estejamos preparados com suas surpresas. É claro que precisamos aprender, avaliar o passado, caso contrário, corre-se o risco de repetir os mesmos erros. Porém, é claro que é preciso viver intensamente o presente, pois é possível que se passe a vida sem viver, e viver é hoje, aqui, agora.
Como afirma o Eclesiastes, há um tempo determinado para cada coisa, para plantar, para colher, para nascer, para viver.
É preciso que nós, os humanos, saibamos viver cada momento que a vida nos oferece.
As pessoas, normalmente, gastam seu tempo angustiando-se, muitas vezes, por aquilo que ainda vai acontecer, outras vezes, sofrem por aquilo que já aconteceu.
Faz parte do humano querer sair do tempo presente e tentar, ou antecipar o futuro, ou querer trazer de volta o passado. Porém, faz-nos mais ainda humanos viver o tempo presente, o instante, o agora.
É claro que precisamos planejar o futuro, caso contrário, ele chegará e pode acontecer que não estejamos preparados com suas surpresas. É claro que precisamos aprender, avaliar o passado, caso contrário, corre-se o risco de repetir os mesmos erros. Porém, é claro que é preciso viver intensamente o presente, pois é possível que se passe a vida sem viver, e viver é hoje, aqui, agora.
Como afirma o Eclesiastes, há um tempo determinado para cada coisa, para plantar, para colher, para nascer, para viver.
É preciso que nós, os humanos, saibamos viver cada momento que a vida nos oferece.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Adaptação
Uma característica essencial para quem deseja progredir na vida, principalmente no trabalho, é a capacidade de se adaptar a diferentes realidades, pessoas, lugares.
Há muito tempo não escrevia neste espaço, talvez por causa do tempo curto de que disponho, talvez por causa de ainda não estar adaptado ao novo momento que vivo.
Aproveito deste momento de curto espaço de tempo para refletir sobre uma característica essencial de quem deseja ser melhor: a adaptação.
Adaptar-se a novos lugares é mais do que chegar e tentar se inserir em um novo local.
É inserir-se em uma nova vida, é ouvir mais do outro e falar menos de si, é desfrutar do conhecimento da cultura do outro, das coisas do outro, das certezas e incertezas dos outros. Porém, é também partilhar com o outro aquilo que é seu, é também mostrar suas certezas e incertezas, sua cultura.
Em tempos de globalização, em que somos colocados em contato com hábitos e modos estranhos ao nosso, faz-se cada vez mais necessária essa característica essencial para progredir na vida, no trabalho, o encontro e acolhida do diferente.
Há muito tempo não escrevia neste espaço, talvez por causa do tempo curto de que disponho, talvez por causa de ainda não estar adaptado ao novo momento que vivo.
Aproveito deste momento de curto espaço de tempo para refletir sobre uma característica essencial de quem deseja ser melhor: a adaptação.
Adaptar-se a novos lugares é mais do que chegar e tentar se inserir em um novo local.
É inserir-se em uma nova vida, é ouvir mais do outro e falar menos de si, é desfrutar do conhecimento da cultura do outro, das coisas do outro, das certezas e incertezas dos outros. Porém, é também partilhar com o outro aquilo que é seu, é também mostrar suas certezas e incertezas, sua cultura.
Em tempos de globalização, em que somos colocados em contato com hábitos e modos estranhos ao nosso, faz-se cada vez mais necessária essa característica essencial para progredir na vida, no trabalho, o encontro e acolhida do diferente.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Eleições 2012
O resultado das eleições em alguns lugares parece mostrar que o povo brasileiro quer renovar seus quadros políticos. A corrupção é uma realidade em quase todos os partidos políticos, com exceção daqueles ainda novos, mas quem sabe o que o futuro promete.
É bem verdade que se apenas olharmos o resultado de São Paulo, o PT saiu vitorioso. Porém, derrotas significativas em outras cidades, que sofreram com o 'tirocínio' de alguns dirigentes do partido, sem consideração pela vontade dos filiados do partido, parecem indicar que o PT não foi tão vitorioso assim.
O PMDB ainda mantém o maior número de prefeituras, inclusive a do Rio de Janeiro, o que o coloca como um partido importante no jogo político. Assim como o PSB, que cresceu demais e chegou à administração de prefeituras muito importantes. O PDT conquistou duas prefeituras importantes do SUL. O PSD conquistou Florianópolis e muitas outras prefeituras pelo país. O DEM, com a eleição em Salvador, ainda respira.
Do outro lado, o PSDB perdeu São Paulo, o que poderia indicá-lo como um dos derrotados. Porém, conquistou as duas maiores prefeituras do Norte e algumas do Nordeste, sem falar nas alianças vitoriosas em outras prefeituras importantes do país. Portanto, o PSDB pode ser considerado um dos vitoriosos.
2014 promete!!!
O resultado das eleições deste ano parece mostrar que o povo brasileiro quer renovar seus quadros políticos. Porém, o que o eleitor brasileiro quer mesmo mostrar, entre outras coisas, com as eleições, destaco dois recados importantes: 25% do eleitorado ou deixou de votar ou votou em branco ou nulo; o eleitor quer erradicar, além da miséria e da fome, a corrupção dos quadros políticos do Brasil.
É bem verdade que se apenas olharmos o resultado de São Paulo, o PT saiu vitorioso. Porém, derrotas significativas em outras cidades, que sofreram com o 'tirocínio' de alguns dirigentes do partido, sem consideração pela vontade dos filiados do partido, parecem indicar que o PT não foi tão vitorioso assim.
O PMDB ainda mantém o maior número de prefeituras, inclusive a do Rio de Janeiro, o que o coloca como um partido importante no jogo político. Assim como o PSB, que cresceu demais e chegou à administração de prefeituras muito importantes. O PDT conquistou duas prefeituras importantes do SUL. O PSD conquistou Florianópolis e muitas outras prefeituras pelo país. O DEM, com a eleição em Salvador, ainda respira.
Do outro lado, o PSDB perdeu São Paulo, o que poderia indicá-lo como um dos derrotados. Porém, conquistou as duas maiores prefeituras do Norte e algumas do Nordeste, sem falar nas alianças vitoriosas em outras prefeituras importantes do país. Portanto, o PSDB pode ser considerado um dos vitoriosos.
2014 promete!!!
O resultado das eleições deste ano parece mostrar que o povo brasileiro quer renovar seus quadros políticos. Porém, o que o eleitor brasileiro quer mesmo mostrar, entre outras coisas, com as eleições, destaco dois recados importantes: 25% do eleitorado ou deixou de votar ou votou em branco ou nulo; o eleitor quer erradicar, além da miséria e da fome, a corrupção dos quadros políticos do Brasil.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Três Meses
Três meses passaram, fatos ocorreram, previsões foram feitas, promessas anunciadas, explicações dadas, interpretações encontradas.
Nos três meses passados ocorreram as campanhas para as eleições municipais, tive a oportunidade de acompanhar as de Belo Horizonte e de Campinas.
As duas palavras que mais ouvi da boca de candidatos a vereadores foram 'educação' e 'saúde'. Da boca dos principais candidatos a prefeito de Belo Horizonte, 'mobilidade urbana', dos de Campinas, 'ética'. Não fosse o episódio do julgamento do mensalão, diria que os três meses ocorreram como sempre, promessas, palavras e emoções.
Porém, em Brasília, um fato acontecia. Os antigos dirigentes daqueles que eram considerados os pilares da ética e da moralidade na política eram julgados pelo crime de corrupção ativa e formação de quadrilha, dentre outros. O mais curioso é que negaram até o fim e mesmo após o veredicto, da comprovação do ocorrido, continuam negando.
Lembro que de 2003 para cá, vi a expulsão da guerreira das Alagoas, do íntegro do Pará, da apaixonada do Rio Grande, pois os mesmos estavam se posicionando contra os interesses do Partido, vi também a aliança com o cara do Maranhão ou do Amapá, com os dois de Alagoas e, pese, nos últimos dias, a aliança com o cara de São Paulo que terá de devolver 20 milhões aos cofres públicos. Nesse mesmo período, o Ministério Público denuncia um esquema de compra de consciências para a aprovação de um projeto antes criticado, por isso, a expulsão daqueles que se mantinham fiéis aos ideais antes defendidos.Vi que, como o cara lá do Pará, que 'rouba mas faz', os condenado insistem que são inocentes.
Domingo, vi a derrota de um projeto em Recife e aqui em Belo Horizonte, que promete despertar uma oposição que nunca a cidade teve. Vi também o desespero que deve ser ao ter que votar em São Paulo, diante das opções que restaram. Parece que uma nova força política está surgindo no Brasil, ainda que a mesma tenha sido derrotada em minha querida Paraíba.
Desses três meses, as duas palavras que ainda teimam em ficar na minha mente, igual que em 2010 custei a me livrar do 'pior do que tá não fica', as duas palavras que parecem resumir esses dias são 'saúde' e 'educação'.
Nos três meses passados ocorreram as campanhas para as eleições municipais, tive a oportunidade de acompanhar as de Belo Horizonte e de Campinas.
As duas palavras que mais ouvi da boca de candidatos a vereadores foram 'educação' e 'saúde'. Da boca dos principais candidatos a prefeito de Belo Horizonte, 'mobilidade urbana', dos de Campinas, 'ética'. Não fosse o episódio do julgamento do mensalão, diria que os três meses ocorreram como sempre, promessas, palavras e emoções.
Porém, em Brasília, um fato acontecia. Os antigos dirigentes daqueles que eram considerados os pilares da ética e da moralidade na política eram julgados pelo crime de corrupção ativa e formação de quadrilha, dentre outros. O mais curioso é que negaram até o fim e mesmo após o veredicto, da comprovação do ocorrido, continuam negando.
Lembro que de 2003 para cá, vi a expulsão da guerreira das Alagoas, do íntegro do Pará, da apaixonada do Rio Grande, pois os mesmos estavam se posicionando contra os interesses do Partido, vi também a aliança com o cara do Maranhão ou do Amapá, com os dois de Alagoas e, pese, nos últimos dias, a aliança com o cara de São Paulo que terá de devolver 20 milhões aos cofres públicos. Nesse mesmo período, o Ministério Público denuncia um esquema de compra de consciências para a aprovação de um projeto antes criticado, por isso, a expulsão daqueles que se mantinham fiéis aos ideais antes defendidos.Vi que, como o cara lá do Pará, que 'rouba mas faz', os condenado insistem que são inocentes.
Domingo, vi a derrota de um projeto em Recife e aqui em Belo Horizonte, que promete despertar uma oposição que nunca a cidade teve. Vi também o desespero que deve ser ao ter que votar em São Paulo, diante das opções que restaram. Parece que uma nova força política está surgindo no Brasil, ainda que a mesma tenha sido derrotada em minha querida Paraíba.
Desses três meses, as duas palavras que ainda teimam em ficar na minha mente, igual que em 2010 custei a me livrar do 'pior do que tá não fica', as duas palavras que parecem resumir esses dias são 'saúde' e 'educação'.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Milagre da Vida
Quando no início do ato da concepção, milhões de espermatozoides saem em uma corrida frenética até chegar diante de um único óvulo. O espermatozoide que lá chega, terá de morrer para dar início à fecundação e uma nova vida humana irá surgir.
Há milhões de possibilidades de um ser humano não ter nascido: seu pai poderia não ter se interessado por sua mãe, ou o contrário; seus pais poderiam ter decidido por não ter filhos, ou poderiam, no instante em que ela foi concebida, estar em outro lugar; poderia ter acontecido de que na corrida dos espermatozoides a vida tivesse acabado antes de ter começado.
Uma das maiores alegrias humanas pode ser a simples consciência de que existe e quanto é maravilhosa a vida que se tem.
Quantas coisas poderiam ter acontecido para que uma pessoa não existisse!
É claro que na vida há muitos desafios, há muitas pedras, que há algumas tristezas, mas também a conquistas, superações, alegrias.
Uma das coisas mais fascinantes e que pode deixar uma pessoa feliz por sua condição humana, agradecido porque é sortuda, pode ser a simples "recordação" de todos os momentos desde a corrida em disparada, a fecundação, o útero materno, os primeiros meses de vida, a consciência de que é alguém diferente da mãe, os primeiros passos da vida, as primeiras palavras, as primeiras dores, as primeiras alegrias.
O simples fato de existir, quando pensado em todos os detalhes, constitui uma das mais fascinantes experiências do que é ser humano.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Dia Chuvoso
... Esta é uma cidade dos extremos, quando faz calor, lembra Belém, quando chove, lembra João Pessoa no mês de Julho, quando faz frio, lembra aqueles outonos frios de Wheeling... Em Campinas, é como se fala ao tomar uma decisão: ou tudo, ou nada.
Renato acordara naquela manhã de quarta decidido a não ir para a Unicamp. Desde terça que chovia sem parar. Uma falta a mais não iria reprová-lo na disciplina em que estava matriculado. Era aluno da Pós em Filosofia. Tinha faltado apenas uma vez em todo o semestre. Estava decidido, pois, a não enfrentar a chuva, naquela manhã fria.
De repente, Renato percebe que Sônia estava chegando. Estava toda ensopada. Tinha atravessado toda a cidade, desde a zona sul até a zona norte, onde se localizava o Distrito de Barão Geraldo.
Aquela cena comoveu o jovem estudante de Filosofia. Se Sônia atravessou toda uma cidade para vir trabalhar, por que ele não poderia andar dois minutos até o ponto de ônibus e por mais 10 minutos, encarar o 332, até chegar ao Prédio do IFCH.
Decidiu-se: tomou banho e arrumou-se; degustou seu café da manhã; andou até o ponto de ônibus e esperou durante 35 minutos, sob a chuva, o 332; aguentou o ar quente e abafado do ônibus, por causa das janelas fechadas; enfim, chegou à sala de aula.
- Só vim mesmo porque a Sônia me motivou. Ela atravessou toda a cidade, debaixo da chuva, para vir trabalhar, por que eu não poderia vir dali para cá.
No final do dia, ainda chovendo, tomando seu café e olhando as gotas de águas que caíam do céu, Renato pensava que como Sônia, muitos outros encaravam a chuva para chegar ao trabalho. Também pensou naqueles que trabalham debaixo de chuva, como os agricultores e os motoboys. Pensou nos 35 minutos que passou ao lado de um toco, que na cidade de Campinas indica o ponto de ônibus. Sorria daquele momento, pois pensava que quanto mais se precisa de um ônibus, mais ele demora a passar. Pensou nos dois táxis que deixou de apanhar por pura implicância, "já que tinha esperado até agora, iria esperar até o ônibus passar". Agradeceu a Deus pela chuva que caía.
Renato acordara naquela manhã de quarta decidido a não ir para a Unicamp. Desde terça que chovia sem parar. Uma falta a mais não iria reprová-lo na disciplina em que estava matriculado. Era aluno da Pós em Filosofia. Tinha faltado apenas uma vez em todo o semestre. Estava decidido, pois, a não enfrentar a chuva, naquela manhã fria.
De repente, Renato percebe que Sônia estava chegando. Estava toda ensopada. Tinha atravessado toda a cidade, desde a zona sul até a zona norte, onde se localizava o Distrito de Barão Geraldo.
Aquela cena comoveu o jovem estudante de Filosofia. Se Sônia atravessou toda uma cidade para vir trabalhar, por que ele não poderia andar dois minutos até o ponto de ônibus e por mais 10 minutos, encarar o 332, até chegar ao Prédio do IFCH.
Decidiu-se: tomou banho e arrumou-se; degustou seu café da manhã; andou até o ponto de ônibus e esperou durante 35 minutos, sob a chuva, o 332; aguentou o ar quente e abafado do ônibus, por causa das janelas fechadas; enfim, chegou à sala de aula.
- Só vim mesmo porque a Sônia me motivou. Ela atravessou toda a cidade, debaixo da chuva, para vir trabalhar, por que eu não poderia vir dali para cá.
No final do dia, ainda chovendo, tomando seu café e olhando as gotas de águas que caíam do céu, Renato pensava que como Sônia, muitos outros encaravam a chuva para chegar ao trabalho. Também pensou naqueles que trabalham debaixo de chuva, como os agricultores e os motoboys. Pensou nos 35 minutos que passou ao lado de um toco, que na cidade de Campinas indica o ponto de ônibus. Sorria daquele momento, pois pensava que quanto mais se precisa de um ônibus, mais ele demora a passar. Pensou nos dois táxis que deixou de apanhar por pura implicância, "já que tinha esperado até agora, iria esperar até o ônibus passar". Agradeceu a Deus pela chuva que caía.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Disciplina
Na vida tudo é uma questão de disciplina.
Início de ano, início de semana, quase sempre a maioria das pessoas "prometem" com boas intenções que tudo será diferente: "vou malhar e adquirir o meu peso ideal", "vou valorizar mais as outras pessoas", "vou enriquecer". Porém, o que se percebe após o terceiro dia é que a maioria das pessoas deixam de cumprir com fidelidade o prometido.
Se alguém ler os manuais do sucesso financeiro, os manuais que ensinam como adquirir o corpo perfeito, sabe muito bem que dá trabalho ser bem sucedido. Em "A ética protestante e o espírito do capitalismo", Weber mostra que o capitalismo só dá certo porque capitalistas estão dispostos a viver metodicamente um plano para alcançar a prosperidade.
Perder peso é uma questão de disciplina: é saber aonde a pessoa quer chegar, é traçar as metas para alcançar o objetivo, é cumprir fielmente uma rotina de exercícios físicos, renúncias gastronômicas.
Ficar rico é uma questão de disciplina: é saber onde a pessoa quer chegar, é traçar metas para alcançar o objetivo, é cumprir fielmente uma rotina de renúncias e investimentos.
A maioria das pessoas tem boas intenções, sabe muito bem onde querem chegar e o que fazer para isso, porém, falham quando se trata de cumprir fielmente as obrigações para alcançar o objetivo.
Na vida tudo é uma questão de disciplina, disciplina monástica.
Início de ano, início de semana, quase sempre a maioria das pessoas "prometem" com boas intenções que tudo será diferente: "vou malhar e adquirir o meu peso ideal", "vou valorizar mais as outras pessoas", "vou enriquecer". Porém, o que se percebe após o terceiro dia é que a maioria das pessoas deixam de cumprir com fidelidade o prometido.
Se alguém ler os manuais do sucesso financeiro, os manuais que ensinam como adquirir o corpo perfeito, sabe muito bem que dá trabalho ser bem sucedido. Em "A ética protestante e o espírito do capitalismo", Weber mostra que o capitalismo só dá certo porque capitalistas estão dispostos a viver metodicamente um plano para alcançar a prosperidade.
Perder peso é uma questão de disciplina: é saber aonde a pessoa quer chegar, é traçar as metas para alcançar o objetivo, é cumprir fielmente uma rotina de exercícios físicos, renúncias gastronômicas.
Ficar rico é uma questão de disciplina: é saber onde a pessoa quer chegar, é traçar metas para alcançar o objetivo, é cumprir fielmente uma rotina de renúncias e investimentos.
A maioria das pessoas tem boas intenções, sabe muito bem onde querem chegar e o que fazer para isso, porém, falham quando se trata de cumprir fielmente as obrigações para alcançar o objetivo.
Na vida tudo é uma questão de disciplina, disciplina monástica.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Animal Político
Ainda tenho o hábito de acompanhar a vida política institucional.
Sempre que estou livre, ou entre o intervalo de atividades, ligo a televisão. Como não consigo acompanhar nenhum programa diurno das mais famosas emissoras de televisão aberta do Brasil, passo pela Tv Senado, ou Tv Câmara, ou Tv ALMG ou ALESP. Vivo entre São Paulo e Minas Gerais, indo e vindo pela 381.
Não que seja uma pessoa que gosta de Política, apesar de entusiasta da Democracia.
Ainda tenho que construir uma vida econômica, por isso, corro atrás. Tenho que trabalhar, tenho que estudar, preciso descansar. Não posso ficar todo o dia acompanhando as atividades daqueles que elegi como meus representantes. "Não tenho tempo".
Não frequento Movimentos Sociais, Movimentos Religiosos, Movimentos de Classes. "Não tenho tempo".
Quase sempre que ligo a Tv, nos intervalos entre atividades, minha opção fica pela Tv Senado. À Tv Câmara quase nunca assisto, muita gente que desconheço. As Tvs das Assembleias Estaduais é difícil de acompanhar, muito assunto inútil. Porém, parece que minha atenção, minha emoção, meus sonhos, são estimulados pelos Senadores. E olhe que nunca optei por um Senador, sempre voto nulo nesta opção.
Gostava demais dos discursos Emotivos de Mão Santa, das denúncias efusivas de Agripino, da serenidade de Paim e de Álvaro, das reflexões de Cristóvão, da paixão de Pedro Simon. E também de outros senadores, dos quais é melhor não falar.
Confesso, que me causa certa preocupação o esvaziamento da oposição. Confesso que é difícil acreditar em senadores: defendi publicamente a alguns, que depois se mostraram o contrário do que acreditava. Confesso que, apesar dos últimos discursos apaixonados de Simon, não consigo mais assistir, durante os intervalos, os debates da Tv Senado.
Venho perdendo o hábito de acompanhar a vida política institucional.
Sempre que estou livre, ou entre o intervalo de atividades, ligo a televisão. Como não consigo acompanhar nenhum programa diurno das mais famosas emissoras de televisão aberta do Brasil, passo pela Tv Senado, ou Tv Câmara, ou Tv ALMG ou ALESP. Vivo entre São Paulo e Minas Gerais, indo e vindo pela 381.
Não que seja uma pessoa que gosta de Política, apesar de entusiasta da Democracia.
Ainda tenho que construir uma vida econômica, por isso, corro atrás. Tenho que trabalhar, tenho que estudar, preciso descansar. Não posso ficar todo o dia acompanhando as atividades daqueles que elegi como meus representantes. "Não tenho tempo".
Não frequento Movimentos Sociais, Movimentos Religiosos, Movimentos de Classes. "Não tenho tempo".
Quase sempre que ligo a Tv, nos intervalos entre atividades, minha opção fica pela Tv Senado. À Tv Câmara quase nunca assisto, muita gente que desconheço. As Tvs das Assembleias Estaduais é difícil de acompanhar, muito assunto inútil. Porém, parece que minha atenção, minha emoção, meus sonhos, são estimulados pelos Senadores. E olhe que nunca optei por um Senador, sempre voto nulo nesta opção.
Gostava demais dos discursos Emotivos de Mão Santa, das denúncias efusivas de Agripino, da serenidade de Paim e de Álvaro, das reflexões de Cristóvão, da paixão de Pedro Simon. E também de outros senadores, dos quais é melhor não falar.
Confesso, que me causa certa preocupação o esvaziamento da oposição. Confesso que é difícil acreditar em senadores: defendi publicamente a alguns, que depois se mostraram o contrário do que acreditava. Confesso que, apesar dos últimos discursos apaixonados de Simon, não consigo mais assistir, durante os intervalos, os debates da Tv Senado.
Venho perdendo o hábito de acompanhar a vida política institucional.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Bom exemplo
Cristiano era um modelo em tudo, orgulho de seus pais e de seus filhos, amor de Glória, com quem estava casado há 15 anos.
Empresário, dono de uma padaria no bairro Castelo, em Campinas, desde cedo, recebia seus clientes na porta do estabelecimento. Era conhecido e estimado por quase todos seus clientes, exceto aqueles que apenas passavam por lá esporadicamente.
Todas as tardes, buscava seus filhos, que saíam do colégio por volta das 17h, passava em casa, buscava a mulher que já chegara do trabalho, e feliz, a família jantava fora. Eram raros os dias em que essa rotina da família não era cumprida.
Ajudava, nas manhãs de domingo, em uma Ong que cuidava de crianças com paralisia cerebral. Lá ele se vestia de palhaço e tentava animar por algumas horas, aquelas crianças que viviam horas de sofrimento.
Certa tarde, as crianças esperaram por horas, na escola, seu pai. De lá saíram, apenas quando a mãe as buscou, estava desacompanhada do pai. Os clientes da padaria, no outro dia, estranharam a ausência de Cristiano. Deve estar muito doente, diziam alguns.
Seu Leonor ficou surpreso e chocado, naquela manhã, quando leu a reportagem no jornal, que descrevia como fora feita a prisão do chefe da quadrilha que explorava jogos ilegais, tráfico de drogas e uma rede de prostituição. Não conseguia acreditar no que lia seu Leonor.
Empresário, dono de uma padaria no bairro Castelo, em Campinas, desde cedo, recebia seus clientes na porta do estabelecimento. Era conhecido e estimado por quase todos seus clientes, exceto aqueles que apenas passavam por lá esporadicamente.
Todas as tardes, buscava seus filhos, que saíam do colégio por volta das 17h, passava em casa, buscava a mulher que já chegara do trabalho, e feliz, a família jantava fora. Eram raros os dias em que essa rotina da família não era cumprida.
Ajudava, nas manhãs de domingo, em uma Ong que cuidava de crianças com paralisia cerebral. Lá ele se vestia de palhaço e tentava animar por algumas horas, aquelas crianças que viviam horas de sofrimento.
Certa tarde, as crianças esperaram por horas, na escola, seu pai. De lá saíram, apenas quando a mãe as buscou, estava desacompanhada do pai. Os clientes da padaria, no outro dia, estranharam a ausência de Cristiano. Deve estar muito doente, diziam alguns.
Seu Leonor ficou surpreso e chocado, naquela manhã, quando leu a reportagem no jornal, que descrevia como fora feita a prisão do chefe da quadrilha que explorava jogos ilegais, tráfico de drogas e uma rede de prostituição. Não conseguia acreditar no que lia seu Leonor.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ser cristão.
Há dois mil anos, Jesus andou passou pelo mundo fazendo o bem. Após sua morte e ressurreição ordenou a seus discípulos que fossem pelo mundo e fizessem de todas as pessoas discípulos seu. Uma das características da religião cristã é o anúncio da Boa Notícia que gera vida nova a todo aquele que crê.
Porém, infelizmente, em algumas situações, o anúncio da Boa Notícia não tem gerado vida, antes, tem gerado divisão, discórdia, morte. Em algumas situações, cristãos de denominações diferentes têm brigado por causa do nome de Jesus. Em algumas situações, cristãos têm denunciado a religião do outro, de ser má, de ser coisa do demônio, de ser coisa do Diabo.
Jesus, que ordenou a seus discípulos que anunciassem a Boa Notícia a todos os povos, certa vez, contou a parábola do Bom Samaritano que acolheu o necessitado. É curioso o fato de que o sacerdote, o levita não serviu como modelo, mas alguém que era excluído, cuja prática religiosa não era bem vista.
Por isso, a principal característica da religião cristã é o amor. Quando alguém acolhe, quando alguém faz o bem a quem mais precisa, essa pessoa está servindo de modelo, está sendo uma Boa Notícia. Ser cristão não é apenas orar, jejuar, fazer penitência, ser cristão é antes de tudo amar.
Porém, infelizmente, em algumas situações, o anúncio da Boa Notícia não tem gerado vida, antes, tem gerado divisão, discórdia, morte. Em algumas situações, cristãos de denominações diferentes têm brigado por causa do nome de Jesus. Em algumas situações, cristãos têm denunciado a religião do outro, de ser má, de ser coisa do demônio, de ser coisa do Diabo.
Jesus, que ordenou a seus discípulos que anunciassem a Boa Notícia a todos os povos, certa vez, contou a parábola do Bom Samaritano que acolheu o necessitado. É curioso o fato de que o sacerdote, o levita não serviu como modelo, mas alguém que era excluído, cuja prática religiosa não era bem vista.
Por isso, a principal característica da religião cristã é o amor. Quando alguém acolhe, quando alguém faz o bem a quem mais precisa, essa pessoa está servindo de modelo, está sendo uma Boa Notícia. Ser cristão não é apenas orar, jejuar, fazer penitência, ser cristão é antes de tudo amar.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Vendo a diferença
José, um menino simpático do bairro Lagoinha, em Belo Horizonte, vez ou outra escutara de seu pastor que a sua religião era verdadeira, que Jesus iria voltar e arrebatar os crentes e que sua missão seria converter os infiéis ao Reino de Deus, pois o regresso do Senhor era iminente. José era Metodista.
Na escola, José convivia com diferentes meninos de diferentes credos religiosos: católicos, umbandistas, espíritas, evangélicos de outras denominações. Ele sempre se preocupava com seus amiguinhos, pois estava convencido de que Jesus, em breve, estaria voltando para levar seus discípulos para a Casa do Pai.
Certo dia, na aula de Educação Religiosa, a Profa. Guiomar falou da diversidade de credos, da diversidade de religiões e explicou que o papel fundamental da religião na vida das pessoas não é ensinar sobre o que vai acontecer depois da morte, mas fazer com que seus seguidores assumam a vida de uma maneira intensa e que sejam muito felizes aqui.
José, ainda com 13 anos, escutava aquela aula e pensava nas palavras de Jesus: 'Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância'. Ele pensava que a professora estava certa, pois a missão de Jesus, conforme aprendera na Escola Bíblica, foi ensinar as pessoas a serem mais felizes ao optarem pela vida.
Apesar do menino ainda estar na adolescência, apesar de sempre ouvir que era tarefa sua ensinar "a Verdade" aos seus amigos, apesar de algumas crises de consciência que tinha, pois se julgava às vezes omisso, José tentou, a partir daquela aula, socorrer aos seus amigos de outra forma: sendo gentil e se interessando por eles.
Na escola, José convivia com diferentes meninos de diferentes credos religiosos: católicos, umbandistas, espíritas, evangélicos de outras denominações. Ele sempre se preocupava com seus amiguinhos, pois estava convencido de que Jesus, em breve, estaria voltando para levar seus discípulos para a Casa do Pai.
Certo dia, na aula de Educação Religiosa, a Profa. Guiomar falou da diversidade de credos, da diversidade de religiões e explicou que o papel fundamental da religião na vida das pessoas não é ensinar sobre o que vai acontecer depois da morte, mas fazer com que seus seguidores assumam a vida de uma maneira intensa e que sejam muito felizes aqui.
José, ainda com 13 anos, escutava aquela aula e pensava nas palavras de Jesus: 'Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância'. Ele pensava que a professora estava certa, pois a missão de Jesus, conforme aprendera na Escola Bíblica, foi ensinar as pessoas a serem mais felizes ao optarem pela vida.
Apesar do menino ainda estar na adolescência, apesar de sempre ouvir que era tarefa sua ensinar "a Verdade" aos seus amigos, apesar de algumas crises de consciência que tinha, pois se julgava às vezes omisso, José tentou, a partir daquela aula, socorrer aos seus amigos de outra forma: sendo gentil e se interessando por eles.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
A Grande Semana da Vida.
A opção pela vida, apesar de dolorosa, parece ser uma alternativa que traz a felicidade.
Nestes dias em que os cristãos relembram/revivem a paixão-morte-ressurreição de Jesus diversos pensamentos e sentimentos invadem o coração e mente daqueles que param para refletir sobre o fato memorado.
Tinha tudo para ser famoso, tinha tudo para ser poderoso, tinha tudo para ser rico, mas curiosamente, os Evangelhos relatam que optou pelo anonimato, apesar das multidões o buscarem, optou pela solidariedade, e se tornou referência para muitos sem-líderes, optou pela pobreza.
Esta semana é um tempo para se pensar: o que é uma opção pela vida e quando é sábio optar pela vida.
Tenho acompanhado, via 'livro dos rostos', os muitos comentários sobre a semana da esperança, a semana da vida. Porém, fui convidado a uma séria reflexão quando me deparei com o seguinte 'post': "minha religião prega a solidariedade, não a prosperidade".
Pode ser um pensamento retórico, um pensamento que pode provocar horas e horas de sermão ou homilias, nos templos e catedrais. Porém, uma coisa é certa: solidariedade gera a prosperidade. O contrário, nem sempre é o caso.
A opção pela vida é uma opção pela solidariedade, que gera a prosperidade.
Neste tempo de milagres, de grandes espetáculos, de efusões em nome daquele que um dia fora Jesus, esta semana nos coloca diante do humano que sempre optou pela vida, esta semana nos faz pensar qual o caminho certo, o caminho do Cristo, que foi Jesus sem deixar de ser Cristo, que nasceu, cresceu, viveu, padeceu, morreu e ressuscitou.
Nestes dias em que os cristãos relembram/revivem a paixão-morte-ressurreição de Jesus diversos pensamentos e sentimentos invadem o coração e mente daqueles que param para refletir sobre o fato memorado.
Tinha tudo para ser famoso, tinha tudo para ser poderoso, tinha tudo para ser rico, mas curiosamente, os Evangelhos relatam que optou pelo anonimato, apesar das multidões o buscarem, optou pela solidariedade, e se tornou referência para muitos sem-líderes, optou pela pobreza.
Esta semana é um tempo para se pensar: o que é uma opção pela vida e quando é sábio optar pela vida.
Tenho acompanhado, via 'livro dos rostos', os muitos comentários sobre a semana da esperança, a semana da vida. Porém, fui convidado a uma séria reflexão quando me deparei com o seguinte 'post': "minha religião prega a solidariedade, não a prosperidade".
Pode ser um pensamento retórico, um pensamento que pode provocar horas e horas de sermão ou homilias, nos templos e catedrais. Porém, uma coisa é certa: solidariedade gera a prosperidade. O contrário, nem sempre é o caso.
A opção pela vida é uma opção pela solidariedade, que gera a prosperidade.
Neste tempo de milagres, de grandes espetáculos, de efusões em nome daquele que um dia fora Jesus, esta semana nos coloca diante do humano que sempre optou pela vida, esta semana nos faz pensar qual o caminho certo, o caminho do Cristo, que foi Jesus sem deixar de ser Cristo, que nasceu, cresceu, viveu, padeceu, morreu e ressuscitou.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Pedrinho, um menino muito querido por seus familiares e amigos, desde pequeno era muito estudioso. Sempre tirava boas notas, era muito atencioso e assistia com grande entusiasmo a todas as aulas, inclusive a de Estudos Sociais, que não era seu forte.
Nos últimos dias, porém, a Profa. Regina notava que ele andava meio distraído e passava quase toda a aula cochilando ou brigando contra o sono, numa luta quase sempre perdida.
Com o passar do bimestre, semestre, a distração se convertera em rotina e Pedro, quase sempre passava todas as manhãs dormindo, ainda que sempre estivesse com os olhos abertos. As notas foram impiedosas. Caíram mais rápido que a taxa básica de juros.
A professora chamara sua mãe e dissera à mesma que talvez Pedrinho estivesse com algum distúrbio do sono. Recomendara procurar um especialista, pois seria o único a ajudar naquela dificuldade que aparecera a seu ex-melhor aluno.
A vizinha dizia que podia ser uma tal de narcolepsia, sobre a qual lera na internet, ou talvez verme mesmo. Melhor dar um fortificante.
Assim, passou-se um semestre entre idas e vindas aos especialistas do sono. Sem sucesso. Nada de anormal fora detectado nos exames.
- Talvez seja coisa da idade, já que o menino está com 15 anos. Nessa idade, eles tendem a dormir mais.
A mãe permaneceu aflita por um bom tempo, digamos, uns três anos.
Certo dia, ao dar boa noite ao filho, desligar a luz do quarto, fora para o seu. Por força do Além, sentiu algo ruim e voltou ao quarto do filho para saber se estava tudo certo. Encontrou-se com a luz acesa. Percebeu que o menino estava acordado. Monitorou aquela situação por uns meses, até que tomou uma atitude, abriu a porta do quarto e qual não foi a surpresa.
Agora sim, entendera porque o menino sempre estava com sono todas as manhãs. Como seria diferente!
No outro dia ligou para o médico. Explicou-lhe o que presenciara na noite anterior e quais as medidas que tomara. Conversou com a professora de Pedro, disse que já sabia o motivo porque o menino sempre estava com sono pelas manhãs, mas já lhe aplicara o melhor remédio, estava curado dos distúrbios do sono.
O certo foi que, depois daquele dia. Nunca mais Pedro dormira durante as aulas. Nunca mais estava com sono durante o dia. Seu rendimento escolar melhorou, suas notas melhoram. Até em História e Geografia tinha melhorado.
A mãe de Pedro, todas as noites, antes de ir dormir, lhe dava chá de cadeira, até o momento em que ele fatigado, caísse no sono. Nunca mais teve sono durante o dia.
Chá de cadeira, dizia ela às amigas, o melhor remédio para os distúrbios do sono de um adolescente. Dormem tranquilo, tranquilo. Chá de cadeira.
Nos últimos dias, porém, a Profa. Regina notava que ele andava meio distraído e passava quase toda a aula cochilando ou brigando contra o sono, numa luta quase sempre perdida.
Com o passar do bimestre, semestre, a distração se convertera em rotina e Pedro, quase sempre passava todas as manhãs dormindo, ainda que sempre estivesse com os olhos abertos. As notas foram impiedosas. Caíram mais rápido que a taxa básica de juros.
A professora chamara sua mãe e dissera à mesma que talvez Pedrinho estivesse com algum distúrbio do sono. Recomendara procurar um especialista, pois seria o único a ajudar naquela dificuldade que aparecera a seu ex-melhor aluno.
A vizinha dizia que podia ser uma tal de narcolepsia, sobre a qual lera na internet, ou talvez verme mesmo. Melhor dar um fortificante.
Assim, passou-se um semestre entre idas e vindas aos especialistas do sono. Sem sucesso. Nada de anormal fora detectado nos exames.
- Talvez seja coisa da idade, já que o menino está com 15 anos. Nessa idade, eles tendem a dormir mais.
A mãe permaneceu aflita por um bom tempo, digamos, uns três anos.
Certo dia, ao dar boa noite ao filho, desligar a luz do quarto, fora para o seu. Por força do Além, sentiu algo ruim e voltou ao quarto do filho para saber se estava tudo certo. Encontrou-se com a luz acesa. Percebeu que o menino estava acordado. Monitorou aquela situação por uns meses, até que tomou uma atitude, abriu a porta do quarto e qual não foi a surpresa.
Agora sim, entendera porque o menino sempre estava com sono todas as manhãs. Como seria diferente!
No outro dia ligou para o médico. Explicou-lhe o que presenciara na noite anterior e quais as medidas que tomara. Conversou com a professora de Pedro, disse que já sabia o motivo porque o menino sempre estava com sono pelas manhãs, mas já lhe aplicara o melhor remédio, estava curado dos distúrbios do sono.
O certo foi que, depois daquele dia. Nunca mais Pedro dormira durante as aulas. Nunca mais estava com sono durante o dia. Seu rendimento escolar melhorou, suas notas melhoram. Até em História e Geografia tinha melhorado.
A mãe de Pedro, todas as noites, antes de ir dormir, lhe dava chá de cadeira, até o momento em que ele fatigado, caísse no sono. Nunca mais teve sono durante o dia.
Chá de cadeira, dizia ela às amigas, o melhor remédio para os distúrbios do sono de um adolescente. Dormem tranquilo, tranquilo. Chá de cadeira.
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