Cristiano era um modelo em tudo, orgulho de seus pais e de seus filhos, amor de Glória, com quem estava casado há 15 anos.
Empresário, dono de uma padaria no bairro Castelo, em Campinas, desde cedo, recebia seus clientes na porta do estabelecimento. Era conhecido e estimado por quase todos seus clientes, exceto aqueles que apenas passavam por lá esporadicamente.
Todas as tardes, buscava seus filhos, que saíam do colégio por volta das 17h, passava em casa, buscava a mulher que já chegara do trabalho, e feliz, a família jantava fora. Eram raros os dias em que essa rotina da família não era cumprida.
Ajudava, nas manhãs de domingo, em uma Ong que cuidava de crianças com paralisia cerebral. Lá ele se vestia de palhaço e tentava animar por algumas horas, aquelas crianças que viviam horas de sofrimento.
Certa tarde, as crianças esperaram por horas, na escola, seu pai. De lá saíram, apenas quando a mãe as buscou, estava desacompanhada do pai. Os clientes da padaria, no outro dia, estranharam a ausência de Cristiano. Deve estar muito doente, diziam alguns.
Seu Leonor ficou surpreso e chocado, naquela manhã, quando leu a reportagem no jornal, que descrevia como fora feita a prisão do chefe da quadrilha que explorava jogos ilegais, tráfico de drogas e uma rede de prostituição. Não conseguia acreditar no que lia seu Leonor.

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