Renato Tavares

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Rotina

A vida de Jonas seguia normal, levantar, estudar, trabalhar, ver televisão, dormir, levantar... Nos finais de semanas, dormir, afinal, com uma semana puxada, o melhor que se poderia fazer naqueles dias em que não precisava levantar cedo era dormira até o corpo dizer chega.
Numa manhã de terça, a rotina de Jonas seguia normal, levantou-se, após os preparativos da manhã, tomou o ônibus que o coduziria até a escola: as mesmas pessoas, o mesmo motorista e o mesmo cobrador, inclusive percebeu que Débora também estava sentada no mesmo local. Ele sentou na mesma poltrona e ligou seu mp3 e ouvia as mesmas músicas de sempre até a parada próxima à escola.
Porém, Jonas percebeu o cheiro que entrava por suas narinas, no meio daquele engarrafamento matinal, um cheiro estranho, doce mas perigoso, suave mas intenso. Algo de novo acontecera, aquele cheiro não era parte de sua rotina.
Jonas seguia inquieto acompanhando a parte externa do ônibus, o que poderia estar provocando aquele cheiro, seria Débora, sua amiga de anos, mas ela sempre usava a mesma colônia, teria decidido mudar?
A rotina de Jonas mudara, não seria a mesma de sempre com aquele cheiro que não fazia parte de seu cotidiano. O ônibus avançava, quando Jonas percebeu que estava passando perto do cemitério e o cheiro que o surpreendeu naquela manhã, vinha de lá.
- Como as pessoas podem gostar do cheiro de flor se elas sempre lembra velório?! - perguntava-se.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Coincidência



Chico estava apressado, pois em 15 minutos teria que embarcar no ônibus que o conduziria de Belo Horizonte para Campinas. Antes, teria de tomar a água para se refrescar e ir ao banheiro da rodoviária para não precisar ir ao mesmo na estrada, gostava de entrar no ônibus e dormir, tranquilo, até o destino final.
Quando entra no banheiro da rodoviária percebe que conhece uma pessoa que estava ali, no mictório, mas resolveu não tirar a prova, pois poderia estar equivocado e o vexame seria grande, imagina, observar homem urinando em pleno banheiro da rodoviária.
Vai ao local onde costumava urinar e é surpreendido por uma batida na porta.
- Chico!
Abriu a porta, com medo, e para sua surpresa não era que o amigo, Moreira, que pensava que estava na Colômbia, estava ali.
- Está com a mão limpa?
- Não quero sujá-la.
- Rapaz, quando entrei no banheiro, olhei você, mas não quis comprovar, pois poderia não ser e seria meio estranho né, encarando macho no banheiro da rodoviária.
- Pois é, e eu poderia imaginar que seria você? Até me pareceu que o fosse, mas como você mora longe daqui.
- Não teria tido melhor local para lhe encontrar: esse lugar é a sua cara!
Pena que o tempo foi curto. Gostariam de mais alguns minuto para pode colocar a conversa em dia. Porém, não deu, a hora corria e Chico precisava embarcar para Campinas. Moreira também iria no mesmo horário embarcar para Divinópolis. Trocaram o número do telefone e se despediram da maneira costumeira: 'good bye Tola'. Tola era o apelido que um havia dado ao outro nas aulas de inglês.
O mais estranho foi o fato de um pensar que o outro estava a milhares de quilômetros de distância e o outro pensar que o um estava a 500 quilômetros. Poderia dizer que o Destino tinha conduzido os dois para o banheiro da rodoviária de BH, mas não, aquilo fora pura coincidência.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Amor demais

Ninguém conseguia entender o que Cristiano acabara de fazer.
- Como? Uma mulher linda como aquela não merecia aquilo! Linda por dentro e por fora! Como?
Era certo que Cristiano amava demais Aline. Era certo que tinham vivido muito felizes aqueles três anos de enlace matrimonial. Era certo que muitos os invejavam. Porém, ninguém sabia o que era verdade dentro do lar. Ninguém sabia o que era verdade entre as quatro paredes.
- Não se pode meter a mão no fogo por ninguém, ainda mais quando se trata de homem, homem não pensa.
- Que não pensa! A culpa foi dela! Ela era uma santinha do pau oco.
- Como sempre! Nessas horas, a classe masculina se une. Diante das evidências você ainda tem coragem de defender aquele vagabundo.
- Que homem não reagiria como ele reagiu!
Cristiano amava demais Aline, por isso não aguentou, não suportou o que ele mesmo via com seus olhos. Era certo que desconfiava. Sempre percebia algumas reações de alguém que é infiel em Aline. Porém, dessa vez, ninguém falava, não era mesmo especulação de sua cabeça. Ele via com seus próprios olhos.
Deu um soco na cara do rapaz com quem Aline conversava às gargalhadas, na Praça da Matriz, após a missa das 19h. Levou Aline puxada pelos cabelos até a casa onde moravam. O povo seguia curioso pela rua. Viu-se quando ele trancou as portas. Porém, após o fechar das cortinas, apenas se ouviram gritos, choro e acusações. Até que o silêncio tomou conta da noite da pequena cidade.
- Esse homem é louco! Como pode fazer aquilo com aquela mulher em plena praça pública?! É louco!
- Nada, é amor demais! Quando o fogo queima a razão, é sinal de amor demais!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

"O homem é lobo do homem"

"O homem é lobo do homem." - parece que Hobbes escreveu algo assim.
Fernando curtia o final de semana em companhia da namorada, em um hotel legal, que lhe permitia ver a Avenida Paulista, bem abaixo, e o Ibirapuera, bem no horizonte. No sábado à noite, após beber um pouco de vinho, foi à sacada do hotel e de lá olhava o trânsito na famosa avenida e seus arredores.
- Impressionante como as pessoas têm medo. Olha lá embaixo. Nenhum carro fica parado esperando o semáforo abrir. Todos diminuem a velocidade no cruzamento, e aceleram quando estão seguros de que não vem um carro. Durante o dia não, eles param e não avançam o sinal, apesar de que nenhum carro se aproxima.
- Sai daí, você está bêbado, vai cair daí.
A namorada só tinha medo, pois Fernando estava um pouco tonto por causa das duas garrafas de vinho que havia tomado. A certeza de que ele estava bêbado foi confirmada quando ele começou a filosofar.
- É impressionante como as pessoas têm medo uma das outras. Nenhum carro para pois os homens temem outros homens. Eu mesmo, não gosto destas ruas paralelas à Paulista, são escura e um pouco desertas. Tem um cara, chamado Hobbes que falava disso, temos medo uns dos outros. Está vendo, apesar dele não ser cientista, a confirmação de sua teses está ali embaixo. Olha, vem um carro, diminui a velocidade, teve certeza de que não vem outro, acelera. Hobbes estava certo: "o homem é lobo do homem", ou algo assim.
- Sai daí, vem dormir.
Fernando fechou a porta da sala, que era de vidro. Pediu para continuar olhando a São Paulo noturna. Que bela, quanta luz, quanto mistério. Teve certeza de que apesar de não estar no meio da floresta amazônica, São Paulo parecia uma floresta, os edifícios altos eram as árvores, as construções pequenas as flores, as pessoas, bom essas pareciam os bichos, talvez alguns lobos. Fernando sentiu que Deus existia, pois somente um ser como Deus para inspirar os homens a construir algo como São Paulo. 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Vida intensa

... Qualquer pessoa normal sentiria uma dor de cabeça, mas Margareth sentia, como a mesma descrevia, um furacão agitar intensamente sua cabeça. Qualquer pessoa normal sentiria um cansaço, mas Margareth sentia que estava completamente esgotada. Qualquer pessoa normal teria um probleminha, mas Margareth tinha um gigantesco abacaxi para descascar.
Era comum entre todos dizer que Margareth exagerava tudo em sua vida. Seu casamento durou uma semana, as visitas aos recém-casados se prolongaram por seis meses. O nascimento do filho, Ricardo, foi um evento: nunca alguém sofreu tanto em uma gravidez, e o parto? - sem comentários, dizia aquela mulher para todos os que perguntavam...
Algumas pessoas são assim, ou vivem intensamente, ou descrevem exageradamente o que vivenciam. Talvez por necessidade de querer expressar todos os detalhes do que experimentaram, talvez por terem experimentado algo de sobrenatural.
Para a maioria das pessoas que acompanham alguém como Margareth, seja exagero tudo o que ela diz. Para as pessoas que vivem com Margareth, ou pode ser a mais pura das verdades, ou pode ser problema de DNA.
O certo é, que algumas pessoas conseguem viver-experimentar até os 'mínimos detalhes' tudo o que acontece com elas, transformam um fato corriqueiro, sem significado, em algo maravilhoso, em um evento inigualável: ou porque realmente vivem intensamente tudo o que lhes acontece, ou porque realmente tem problema de DNA.
... Dizia Ricardo, - o problema é a Demasiada Necessidade de Afeto, tudo problema de DNA.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Amor a distância

Ninguém duvidava do amor que Rita sentia por Nestor e do amor que Nestor sentia por Rita, mas a separação causou surpresa a quase todos os seus vizinhos e amigos.
- Como?! - comentavam umas.
Nestor decidira partir para Porto Alegre, viver por dois anos em terras gaúchas, e prometera voltar a buscar Rita, mas o encontro deveria acontecer em São Paulo.
Rita decidira partir para Belém, viver aqueles dois anos de ausência em terras paraenses, e concordara com Pedro que voltariam a se reencontrar em São Paulo.
Naquela tarde de janeiro, partiram do Recife, onde moraram por cinco anos, para seus novos destinos. Lágrimas nos olhos, dor no coração, mãos suadas, tristeza, emoção, dor.
- Por quê?! - indagavam umas.
Os anos passaram, os correios eletrônicos foram quase que diários, as ligações, pelo menos duas vezes ao dia, os SMS sempre. Assim viveram longe, um do outro, por dois anos.
Seus amigos não sabiam como e por que esse casal que se amava demais, ficava tanto tempo longe um do outro, decidira viver cada um no seu canto. Se o amor é partilha, convivência, porque?
- Talvez decidiram viver longe para fazer reviver o amor que parecia estar longe, comentara Munísia com Dedé.
Quando naquela noite de natal, estive com os dois, ou melhor, com os três, pois a cegonha os tinha visitado, soube dos dois que decidiram viver separados por dois anos para amadurecer o amor que sentiam um pelo outro. Aproveitaram a desculpa do Doutorado de Nestor, na UFGRS, e do trabalho de Rita, na UFPA, para viverem essa experiência. Também confessaram que quase toda semana se encontravam, ou em Fortaleza, ou em Salvador, e principalmente no Rio, onde conceberam e viram Felipe nascer.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O encontro

Pedro ama Maria e Maria ama Pedro. Havia cinco anos se conheciam, três namoravam, dois planejavam casar, e um, buscavam a residência na qual iriam viver mais proximamente sua história de amor.
Pedro não aceitava morar longe do trabalho. Maria não aceitava morar mal.
Qualquer casa que fosse próxima do trabalho agradava a Pedro, desde um pequeno quarto, afinal, para que mais coisa, até um apartamento confortável, mesmo que fosse em frente a um agitado ponto de ônibus.
Quase todos os dias, em sua busca incessante, Pedro encontrava o apartamento ideal.
O problema era Maria.
Ora o apartamento era pequeno, ora mal localizado, ora muito velho, ora muito barulhento.
Com tantas exigências, Pedro sentia seu amor apequenar diante da grandiosidade de exigências de sua companheira.
- Oh, quer saber de uma coisa: vá você mesma buscar um apartamento.
- Você não me ama mais. Da forma como você fala, até parece que sou exigente, só quero morar confortável. Se vou pagar, por que pagar para morar mal.
- Quando você encontrar o apartamento dos seus sonhos, me avisa, espero que eu também possa fazer parte dos seus sonhos.
- Grosso! Quando me conheceu dizia que iria fazer de tudo para que eu fosse feliz. Agora!!!
Foram cada um para seu lado. Maria sentia que Pedro não lhe amava mais. Pedro estava enfurecido com as atitudes de Maria, muito diferente da que conhecera. No meio deste fervilhar de sentimentos de desespero, raiva, insatisfação, passou-se uma semana que não se falaram, nem ao menos mandaram um sms ou um recado pela rede.
No sétimo dia após o último encontro, Pedro liga para Maria.
- Encontrei algo que você vai gostar.
Maria visita sozinha o apartamento. Ficou satisfeita e voltou a amar a Pedro. O apartamento tinha uma entrada antiga, mas moderna por causa da reforma. As escadas dos andares não era lá essa coisa, mas a porta tinha uma maçaneta maravilhosa. Na sala, logo na entrada, uma parede de vidro. O quarto de casal com suíte. A cozinha, uma vista que justificava o preço.
O amor de Maria renasceu. Acertou o contrato. Fez sua mudança. Já estava instalada no apartamento. Tomava um café naquela quinta noite em que ali morava, pensando:  "o que fiz para merecer um castigo desses?"
Pedro só se mudou para o apartamento de Maria, como ele mesmo me disse, duas semanas após resolver abandonar o antigo e embarcar no novo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Inspiração

Alice exigia de seu pai, que era escritor, um romance no qual ela fosse a personagem principal.
Todas as vezes que seu pai terminava seu romance, Alice já perguntava se o próximo seria o seu. Isso, desde os 12 anos de idade.
Aurélio, pai de Alice, sempre dizia que escrever um romance era questão de inspiração, trama bem desenvolvida, objetivos definidos. Também dizia que não escolhia suas personagens, mas que as mesmas se revelavam durante a composição. Por isso, fazia 15 anos que tentava, mas não conseguia escrever algo no qual Alice fosse a personagem.
- Você não gosta de mim. Todos já foram personagens de seu livro, inclusive o Dudu.
Eduardo, que tinha 20 anos, era o irmão mais novo de Alice. Desde seu nascimento, Alice sentia que seu mundo se transferia para ele. O afeto dos familiares, os melhores presentes das datas comemorativas. Tudo era de Eduardo, inclusive a inspiração do pai.
- Pai, definitivamente, você não gosta de mim.
Aurélio sentia-se endividado com Alice. Era verdade que ele colocara Eduardo como personagem de um de seus romances, mas não era o Dudu, tratava-se de outro Eduardo. Era verdade que nunca pensara no nome Alice para um de seus romances, mas ele nunca tinha autonomia sobre quem entrava em suas histórias. As personagens se apresentavam, se desenvolviam e sumiam. Aurélio não tinha controle sobre nada.
- Alice, eu te amo demais, demais, demais... Um dia irei escrever sobre uma menina chamada Alice, mas preciso de inspiração.
- Deixa papai, já estou acostumada com essa desculpa. Pode gravar. Todas as vezes que eu cobrar um livro em minha homenagem, é só apertar play. Não precisa gastar energia para inventar alguma desculpa. Sei que não sou fonte de inspiração.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O estranho sonho

- Ainda tenho 30 minutos. Vou cochilar mais 15 minutinhos para poder acordar.
Naquela manhã, Renato acordava como quase todos os dias que tinha compromisso pela manhã: com bastante sono. Queria dormir mais alguns minutinhos antes de se levantar, tomar banho e deliciar café com tapioca.
Acertou com o despertador que o levantasse a 10 minutos.
Na véspera, tinha vivido uma pressão como nunca vivera, tudo por causa do amigo que vivia intensamente. Seu amigo passava por momentos difíceis, tinha esbranquiçado o cabelo de tanto estresse. Renato, finalmente, estava aprendendo empiricamente o que significava estresse, coisa de que muito ouvira falar, mas não sabia o que era. Só podia contar com o Cap naqueles momentos de tensão.
Ainda com bastante sono, percebeu que 10 minutos passaram como se fossem um, não tinha jeito, teria que levantar, pois em 30 minutos teria que sair para o compromisso.
Quando estava tomando banho, sentindo a ducha morna na pele, retomando a consciência que parecia ter-lhe abandonado, lembrou-se de tudo o que passara.
Sonhara que seu celular tinha partido ao meio, que correra à farmácia do amigo, que quando abrira a porta de casa a água da chuva estava quase entrando, mas não entrara sem sua autorização, não molhara sua casa. Sonhara que desesperadamente levou seu celular, partido ao meio, para a farmácia, que pedira um Diclofenaco de Sódio para seu celular.
À mesa, contava para todos os que chegavam.
- Duvido você adivinhar com quem sonhei!
- Com quem?
- Com o Diclofenaco de Sódio.
- Diclofenaco Sódico - corrigia seu amigo.
Então, Renato contava, detalhadamente, o sonho que tivera naqueles 10 minutos de soneca, que pareceram um em tempo, mas 30 em emoções.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vargas Llosa y el Boom Latinoamericano

Entre los años 60 y 70 hubo una explosión en la Literatura Latinoamericana conocida mundialmente por el “Boom Latinoamericano.”


En este movimiento literário, muchas obras de reflexión social y política hicieron con que Latinoamerica pudiera expresarse al Mundo su modo de ser e vivir.

Mario Vargas Llosa, ganador Del Nobel de Literatura en el 2010, es uno de los más expresivos autores del “Boom”. Sus obras, que expresan sus experiencias históricas, desde el Perú de entonces, son reflexiones acerca de la realidad peruna, latinoamericana.

El Mundo reconoce, por la obra de Vargas Llosa, que en Latinoamerica hay una producción singular que encierra en si, un modo de ser, pensar y vivir la realidad que es caracterizada por la pasión como entrega total a la existencia.

http://www.youtube.com/watch?v=5XbArFmfqDE

"(...) la buena Literatura dessarrolla una cierta insatisfacción frente al Mundo, frente a la vida (...)"

domingo, 26 de setembro de 2010

Gran Colombia



Entre 1819 y 1831 hubo un Estado que tubo por presidente a Simón Bolívar. Este Estado extendíase desde parte del actual Peru, pasando por Ecuador, Colombia, Venezuela, hasta llegar a Panamá.
En 1830, Venezuela y Ecuador separaronse de Gran Colombia.
En 1902, Panamá tiene su independencia.
Con excepción de Panamá, todos los demás Estados adoptan la bandera tricolor, roja, amarilla y azul. Todos tienen a Bolívar su Libertador y aquel que impulsiona algunas ideas políticas.
FlagDelante de contextos históricos, que parecen más desespero político de algunos Jefes de Estado deseosos de resurgir al chauvinismo desesperador, percibo que estos paises hermanos tienen mucho más en común, que grandes divergencias.
Qué vivan Venezuela, Panamá, Colombia y Ecuador! 

sábado, 25 de setembro de 2010

Iracema e Peri; Cecília, Isabel e Álvaro.

Nas duas últimas semanas, tive a oportunidade de ler os romaces de Alencar, "O Guarani" e "Iracema".
Encontrei-me com duas personagens que representam algo dos traços característicos dos povos originários do Brasil que se depararam com outras personagens que aqui se achegaram, configurarando o Povo Brasileiro (expressão emprestada de Darcy).
Em Peri encontramos nobreza na natureza selvagem. Em Cecília o ideal de mulher contrastada com os encantos de Isabel, por quem Álvaro se apaixona.
Em Iracema percebemos a mulher prestativa ao marido Martim, ora encantador, ora repulsivo.
Alencar nos mostra que de português e indígena temos um pouco, os brasileiros. Dessas duas raças herdamos o que há de nobre e de selvagem em nossas características!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Chile y sus vinos.

Me parece que en Iberoamerica Chile tiene los mejores vinos.
Hoy, he experimentado "Mancura" que trae en su botella la siguiente afirmación:
        "A mitologia diz que o Condor de Pedra dos Andes, Manquecura, era o guardião da colheita.
         A fim de honrá-lo e dar graças por sua generosidade, todos os anos, o agricultores deixavam
         oferendas, inclusive vinho. A grande sentinela voava das montanhas para pegar as oferendas e
         levá-las até as grandes altitudes de nossa cordilheira."
Buena observación, la de este vino. Dá a uno la sensación de que tenemos que aprender mucho de nuestras leyendas y, sobretodo, mantener viva nuestras mitologias de Iberoamerica.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Imperio Inca

El Imperio Inca fué resultado de un grupo que partió de la Región de Cuzco expandiendóse por todo el Altiplano Andino, desde el Ecuador, Perú y Bolívia, llegando incluso al norte de Chile y Argentina.
El nombre inca, en la lengua quechua (que hablaban los incas) significa Imperador.
El Inca cuando dominaba a un pueblo que se le oponía, por ejemplo los chimús, chancas, huari, casi nunca los rechazaban, pero hacía alianzas con el kuraka (lo que los brasileros llamamos cacique) y este era el líder político, aliado al Inca, en la ciudad dominada y, desde entonces, aliada a los Incas.
Así, uno percibe que aquí en América, como allá en Europa, hubo organizaciones políticas muy bien sucedidas y que debemos estudiarlas si quisieramos entender un poco más de nuestra historia política latinoamericana.

Gracias a Joaquin, jesuíta que vive en la FAJE y boliviano (de la etnia quechua) que me lo dijo esto ayer.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Romantismo

A visão romântica da história, da vida, ajuda, e muito, na recomposição do passado, na experiência do presente, na esperança do futuro.
Nestes dias, eu, apaixonado (romântico) leitor de Machado de Assis, estou lendo O Guarani de José de Alencar.
Sempre pensei que Machado, com seu cetismo irônico e realismo crítico, pudesse ser a única recomposição imaginária do Brasil de outrora ou o único capaz de descrever a experiência da natureza humana.
Hoje, lendo José de Alencar, com sua exarcebação do ideal humano, ressaltado no selvagem quase divino, posso perceber que este autor, e mesmo outros românticos, são capazes de descrever algo da natureza humana.
Nem tão romântico, nem tão realista!!! Talvez uma mescla das duas posturas e mais outras com as quais puder me encontrar e perceber nelas, algo de HUMANO.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Castellano o Español?

Bueno, con la llegada de España a la Final de la Copa del Mundo de Fútbol, he decidido leer la Constitución del Estado Español y para mi sorpresa, ellos escriben que su idioma oficial es el Castellano.
También se habla Castellano en Venezuela, en Colombia, en Argetina, en Uruguay, en Chile, en Paraguay, en Bolívia, en Perú y en Ecuador!
Pero para mi sorpresa en Cuba se habla Español, como en Nicaragua, El Salvador, Guatemala, Panamá!
Los otros paises latinoamericano perdonenme, pues no leí sus Constituciones. No encontré en la Constitución de Méjico el idioma de ellos.
Felicitaciones a Méjico, Bolívia, Paraguay, Perú y Venezuela que dedican un espacio de sus Constituiones a los idiomas nativos de sus regiones.
Castellano proviene del idioma que se hablaba en la antígua Castilla y hoy en Madrid, La Mancha y toda España.
La mayor partes de las lenguas del mundo hablan de Espanhol, Espagnol, Spanish... O sea, dicen que se habla Español en estos países.
Castellano o Español, una discusión que se arrestra por los rincones del Mundo Hispanico, pero que no altera en nada la forma gramatical del Idioma de Cervantes.
Sin duda, Castellano o Español resulta en un idioma muy importante para los brasileros, pues sus vecinos lo hablan. Quién quiera entrar en el Mundo de los Negocios en el Mercosur, en la Unión Europea, o incluso en los Estados Unidos (más de la mitad de su población hablan este idioma), no puede dejar de hablar esta lengua encantadora!!!