Renato Tavares

Marcadores

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O estranho sonho

- Ainda tenho 30 minutos. Vou cochilar mais 15 minutinhos para poder acordar.
Naquela manhã, Renato acordava como quase todos os dias que tinha compromisso pela manhã: com bastante sono. Queria dormir mais alguns minutinhos antes de se levantar, tomar banho e deliciar café com tapioca.
Acertou com o despertador que o levantasse a 10 minutos.
Na véspera, tinha vivido uma pressão como nunca vivera, tudo por causa do amigo que vivia intensamente. Seu amigo passava por momentos difíceis, tinha esbranquiçado o cabelo de tanto estresse. Renato, finalmente, estava aprendendo empiricamente o que significava estresse, coisa de que muito ouvira falar, mas não sabia o que era. Só podia contar com o Cap naqueles momentos de tensão.
Ainda com bastante sono, percebeu que 10 minutos passaram como se fossem um, não tinha jeito, teria que levantar, pois em 30 minutos teria que sair para o compromisso.
Quando estava tomando banho, sentindo a ducha morna na pele, retomando a consciência que parecia ter-lhe abandonado, lembrou-se de tudo o que passara.
Sonhara que seu celular tinha partido ao meio, que correra à farmácia do amigo, que quando abrira a porta de casa a água da chuva estava quase entrando, mas não entrara sem sua autorização, não molhara sua casa. Sonhara que desesperadamente levou seu celular, partido ao meio, para a farmácia, que pedira um Diclofenaco de Sódio para seu celular.
À mesa, contava para todos os que chegavam.
- Duvido você adivinhar com quem sonhei!
- Com quem?
- Com o Diclofenaco de Sódio.
- Diclofenaco Sódico - corrigia seu amigo.
Então, Renato contava, detalhadamente, o sonho que tivera naqueles 10 minutos de soneca, que pareceram um em tempo, mas 30 em emoções.

Nenhum comentário:

Postar um comentário