Uma das coisas mais surpreendentes, fascinantes, cativantes é o amor.Certa vez, Jesus falou a algém que o seguia que se quisesse ser realmente seu discípulo deveria renunciar a tudo, inclusive a si mesmo, deixar casa, mãe, pai, filhos, tudo, tomar a sua cruz e o seguir.
Nesses dias, estive com Mônica, uma pessoa simpática que era apaixonada por Eduardo. Durante quase 10 anos estiveram renunciando ao amor que tinham um pelo outro: mudaram-se, casaram-se, afastaram-se. Tudo ocorria para que os mesmo estivessem longe um do outro.
Eduardo, indeciso, tinha medo de se entregar ao amor. Encontrou todas as formas possíveis para se afastar de Mônica, pois tinha medo de amar.
Mônica, conformada, aceitou o destino. Deixou-se afastar de Eduardo. Assumiu uma nova vida. Estava convicta de que aquele amor era impossível.
Como ocorre nos açucarados contos de fata, o tempo passou, ou melhor, uma década passou. Eu, sempre pensava: não entendo Eduardo e Mônica.
Outro dia, fui visitar Eduardo, amigo meu. Para minha surpresa, quem abriu a porta da casa de Eduardo fora Mônica. Pensei comigo: trata-se de uma miragem, pois o tempo e a distância separou os dois. Porém, a miragem permanecia e se transformou em imagem, realidade.
Mônica decidira nunca mais abandonar o amor, a felicidade. Abandonou tudo: casa, família, amigos. Foi em busca de Eduardo. Este, ainda que com medo, resolveu decidir-se, acolher, entregar-se, viver plenamente a velha história dos contos de fada.
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