Renato Tavares

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Rotina

A vida de Jonas seguia normal, levantar, estudar, trabalhar, ver televisão, dormir, levantar... Nos finais de semanas, dormir, afinal, com uma semana puxada, o melhor que se poderia fazer naqueles dias em que não precisava levantar cedo era dormira até o corpo dizer chega.
Numa manhã de terça, a rotina de Jonas seguia normal, levantou-se, após os preparativos da manhã, tomou o ônibus que o coduziria até a escola: as mesmas pessoas, o mesmo motorista e o mesmo cobrador, inclusive percebeu que Débora também estava sentada no mesmo local. Ele sentou na mesma poltrona e ligou seu mp3 e ouvia as mesmas músicas de sempre até a parada próxima à escola.
Porém, Jonas percebeu o cheiro que entrava por suas narinas, no meio daquele engarrafamento matinal, um cheiro estranho, doce mas perigoso, suave mas intenso. Algo de novo acontecera, aquele cheiro não era parte de sua rotina.
Jonas seguia inquieto acompanhando a parte externa do ônibus, o que poderia estar provocando aquele cheiro, seria Débora, sua amiga de anos, mas ela sempre usava a mesma colônia, teria decidido mudar?
A rotina de Jonas mudara, não seria a mesma de sempre com aquele cheiro que não fazia parte de seu cotidiano. O ônibus avançava, quando Jonas percebeu que estava passando perto do cemitério e o cheiro que o surpreendeu naquela manhã, vinha de lá.
- Como as pessoas podem gostar do cheiro de flor se elas sempre lembra velório?! - perguntava-se.

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