Renato Tavares

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Amor a distância

Ninguém duvidava do amor que Rita sentia por Nestor e do amor que Nestor sentia por Rita, mas a separação causou surpresa a quase todos os seus vizinhos e amigos.
- Como?! - comentavam umas.
Nestor decidira partir para Porto Alegre, viver por dois anos em terras gaúchas, e prometera voltar a buscar Rita, mas o encontro deveria acontecer em São Paulo.
Rita decidira partir para Belém, viver aqueles dois anos de ausência em terras paraenses, e concordara com Pedro que voltariam a se reencontrar em São Paulo.
Naquela tarde de janeiro, partiram do Recife, onde moraram por cinco anos, para seus novos destinos. Lágrimas nos olhos, dor no coração, mãos suadas, tristeza, emoção, dor.
- Por quê?! - indagavam umas.
Os anos passaram, os correios eletrônicos foram quase que diários, as ligações, pelo menos duas vezes ao dia, os SMS sempre. Assim viveram longe, um do outro, por dois anos.
Seus amigos não sabiam como e por que esse casal que se amava demais, ficava tanto tempo longe um do outro, decidira viver cada um no seu canto. Se o amor é partilha, convivência, porque?
- Talvez decidiram viver longe para fazer reviver o amor que parecia estar longe, comentara Munísia com Dedé.
Quando naquela noite de natal, estive com os dois, ou melhor, com os três, pois a cegonha os tinha visitado, soube dos dois que decidiram viver separados por dois anos para amadurecer o amor que sentiam um pelo outro. Aproveitaram a desculpa do Doutorado de Nestor, na UFGRS, e do trabalho de Rita, na UFPA, para viverem essa experiência. Também confessaram que quase toda semana se encontravam, ou em Fortaleza, ou em Salvador, e principalmente no Rio, onde conceberam e viram Felipe nascer.

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