Renato Tavares

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tranquilidade


Rogério era um sujeito trabalhador, simpático, que gostava de desfrutar de uma boa mesa e da companhia de seus amigos. Não comia, como costumava dizer, fazia refeições, que significa desfrutar da boa companhia e de boa comida, de boa bebida.
Nos últimos dias, Rogério estava um pouco preocupado com as muitas avaliações, exames que se aproximavam. Rogério não conseguia dormir, não conseguia relaxar, estava sempre preocupado com o tempo que se aproximava.
- Não se desespere, vai dar tudo certo!
- Não se preocupe, confie em Deus que o que é teu está guardando.
Essas palavras entravam por um ouvido, saia pelo outro. Rogério confiava em Deus, acreditava que tudo daria certo, porém, a pressão dos dias que se aproximavam o tornava
estressado, preocupado. Os amigos não percebiam o fervilhar interno de Rogério, pois viam que seu externo aparentava tranquilidade, serenidade.
- Queria ser como ele, quanta tranquilidade!
- Se fosse comigo, estaria desesperada.
Rogério não se esforçava para aparentar algo que não fosse, apenas vivia o momento: os mais próximos sabiam que ele estava preocupado, intranquilo, os não tão próximos acreditavam que ele estava sereno, tranquilo.
Rogério tinha certeza da preocupação, da solidariedade de seus amigos. Porém, o momento que se aproximava era seu, ninguém poderia viver por ele, apesar de poder estar junto. Rogério tinha certeza que mesmo preocupado, tudo daria certo, pois confiava em Deus, mas não gostava de ouvir a insistência de que não se desesperasse.

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