Renato Tavares

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vendo a diferença

José, um menino simpático do bairro Lagoinha, em Belo Horizonte, vez ou outra escutara de seu pastor que a sua religião era verdadeira, que Jesus iria voltar e arrebatar os crentes e que sua missão seria converter os infiéis ao Reino de Deus, pois o regresso do Senhor era iminente. José era Metodista.
Na escola, José convivia com diferentes meninos de diferentes credos religiosos: católicos, umbandistas, espíritas, evangélicos de outras denominações. Ele sempre se preocupava com seus amiguinhos, pois estava convencido de que Jesus, em breve, estaria voltando para levar seus discípulos para a Casa do Pai.
Certo dia, na aula de Educação Religiosa, a Profa. Guiomar falou da diversidade de credos, da diversidade de religiões e explicou que o papel fundamental da religião na vida das pessoas não é ensinar sobre o que vai acontecer depois da morte, mas fazer com que seus seguidores assumam a vida de uma maneira intensa e que sejam muito felizes aqui.
José, ainda com 13 anos, escutava aquela aula e pensava nas palavras de Jesus: 'Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância'. Ele pensava que a professora estava certa, pois a missão de Jesus, conforme aprendera na Escola Bíblica, foi ensinar as pessoas a serem mais felizes ao optarem pela vida.
Apesar do menino ainda estar na adolescência, apesar de sempre ouvir que era tarefa sua ensinar "a Verdade" aos seus amigos, apesar de algumas crises de consciência que tinha, pois se julgava às vezes omisso, José tentou, a partir daquela aula, socorrer aos seus amigos de outra forma: sendo gentil e se interessando por eles.

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