Renato Tavares

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Apesar de tudo, a esperança deve sobreviver


Se há uma coisa que nunca pode morrer, ou como diz o ditado deve ser a última morrer, é a esperança.
Indignados, mas, sobretudo cansados, a esperança parece querer deixar-nos.
Os noticiários mostram mais esquemas de corrupção, que dessa vez parece atingir aquele que até então, era considerado o último baluarte da moralidade na política, da ética na vida pública: o senador de Goiás.
Talvez porque seus adversários estejam aproveitando o momento para demonstrar que ninguém está imune ao vírus da corrupção, talvez porque ele esteja totalmente atolado nas lamas do esquema. O certo é que as denúncias parecem não dar razão para acreditar na esperança.

Por outro lado, nós os cristãos e soube que também os judeus, comemoram na última semana a grande semana da Libertação, da Vitória da vida sobre a morte. A semana passada mostrou que apesar da desesperança, do cansaço, é preciso seguir e não desistir jamais de crer, de esperar: tempos bons parecem surgir.
Apesar do cansaço, da indignação, é preciso seguir, continuar acreditando, esperando: tempos melhores parecem aproximar-se.
Se mais um que parecia ser modelo parece cair, como pareceu cair um Partido que outrora servia de modelos, a nós que resistimos o cansaço e a indignação nos resta a certeza de que o mal parece que vai ser cortado pela raiz, nos resta a certeza de que com um a menos dias melhores virão, nos resta a certeza de que por mais cansados, indignados que estejamos, os modelos são apenas modelos: servem para serem imitados quando são exemplos de bem, e para se fazer o contrário deles, quando não são bons. Apesar desses modelos, ruins ou bons, a esperança deve sobreviver.


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