Renato Tavares

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Paulinha Passos - 11

Quando Paulinha chegou a casa, despediu-se de Rute e de Sofia, sem muitos detalhes informou às duas que iria dormir no quarto dela, aquele mesmo em que nunca tivera dormido antes. Disse que não iria jantar porque não estava com fome e, que tinha muito sono.
Ao adentrar para o quarto, Paulinha trancou a porta com a chave, deixando a mesma na fechadura, acendeu a lâmpada fluorescente que, do meio do meio do teto iluminava toda aquela habitação, tirou toda a roupa e se posicionou diante do espelho.
Paulinha começou a se observar e sentia imenso prazer no fato de ser observada!
Olhou profundamente no brilho de seu olhar. Ficou fascinada com a luz que ardia em seus olhos!
Olhou profundamente cada detalhe de seu rosto. Ficou fascinada com a proporcionalidade de sua face!
Olhou profundamente para cada detalhe de seu corpo. Ficou fascinada com sua beleza!
Paulinha sentia imenso prazer no fato de se observar e de ser observada!
Três horas se passaram e Paulinha não o percebera, tão absorvida estava na contemplação de sua beleza. Estava encantada com o que experimentara, mas não saberia explicar para ninguém exatamente por que sentira tanto prazer no fato de se observar e de ser observada!
Agora, estava serena, tranquilla, em paz, após aquele intenso momento em que pode experimentar cada detalhe de sua beleza: do brilho de seu olhar, da proporcionalidade de sua face, de cada detalhe de seu corpo!
Paulinha tinha experimentado por primeira vez, o prazer estético!

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