Raquel era temente a Deus.
Pelo menos cinco vezes por semana ia à Igreja. Prestava serviço voluntário em uma ONG cristã duas vezes por semana. Fazia faculdade de História em uma Universidade Cristã. Namorava há dois anos com um rapaz cristão. Era feliz pela e agradecida a Deus pela vida que tinha.
Certa manhã, na aula de História Antiga, teve contato com os acontecimentos que sucederam no Império Egípcio. Ficou chocada com muita coisa que ouvia em sala de aula, que lia nos livros históricos. Porém, ficou muito impressionada com um quadro egípcio: era uma forma diferente de retratar a figura humana daquele faraó. Um pouco distorcida para seus conceitos de arte.
Durante aquela semana aprofundou-se no estudo da mitologia egípcia. Ficou fascinada com as várias formas de representação das divindades egípcias: todas com um certo ar humano, familiar, com suas virtudes e seus defeitos. Um pouco diferente do Pai que sempre escutara haver tido.
Também aproveitou aquele período para voltar a ler o livro do Êxodo: O sofrimento e a libertação do Povo de Deus, a figura de Moisés e do Faraó, o longo caminho até a Terra Prometida.
Sobre essas coisas pensava, naquela semana, com certo assombro, também com muita admiração.
Diferentes formas de contar a História de um povo: seus aliados e seus adversários, seus momentos de heroísmo e suas dificuldades. Tudo deixava Raquel ainda mais feliz. Principalmente com sua religião, com seu povo, com sua história. Cada vez mais se convencia do verdadeiro sentido que dava à sua vida.

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