"Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles" (Lc. 6, 31).
Quando nos perguntamos quem de verdade é uma pessoa heroica, quem é alguém que deve ser admirado, que pode servir de exemplo, quase sempre pensamos em alguém que se destaca em alguma profissão, algum esporte, alguma atividade. Quase nunca pensamos em alguém discreto.
Aqueles que mais contribuem para o bem estar dos outros, sobretudo daqueles que mais necessitam, são pessoas discretas que tratam seus semelhantes como gostariam de ser tratadas, por isso, fazem o bem independentemente de credo. Se quisermos aprender como ser verdadeiramente humano, é preciso ir a alguma organização de bem e observar tais pessoas.
Se essas pessoas servissem de modelo, se estudássemos suas vidas, se imitássemos o que elas são, nós viveríamos em um mundo muito melhor: um lugar onde as pessoas, mesmo as apressadas, seriam gentis, agradáveis; um lugar onde sempre escutaríamos um por favor, um muito obrigado (a), um como você é legal!
Com certeza, um mundo em que as pessoas tratassem as outras como gostariam de ser tratadas, seria um mundo muito melhor. Quando observamos a vida das pessoas de bem, observamos que este mundo é possível. Porém, para tratar bem o outro (a), para mudar o mundo, é preciso tratar bem a si mesmo (a), mudar a si mesmo (a). Por isso, creio que um mundo melhor, é um lugar onde as pessoas cuidam mais de si.

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