Ao entrarem no taxi que as conduziria para sua casa no Pe. Eustáquio, depois de despedir-se de Rute e Sofia, Paulinha pediu a sua mãe que fossem passear na Praça da Liberdade. Quando chegaram neste atrativo da capital mineira, Raquel pediu ao taxista para parar, pagou mais do que registrava o taxímetro e desceu com a filha.
Caminharam ao redor da praça, observando cada detalhe dos jardins, do passeio, das árvores. De longe, apreciaram a arquitetura do Palácio da Liberdade, antiga sede do Governo Estadual. Raquel, não conseguiu deixar de contar para a filha, os momentos históricos que vivenciara naquele local: um misto de arte e história. Paulinha ouvia atentamente cada fato relembrado pela mãe.
Aproveitaram para registrar aquele momento e tiraram uma foto que ficou guardada no celular que tinham.
- Antigamente, minha filha, tinham os fotógrafos profissionais que tiravam as fotos das pessoas que por aqui passavam, imprimiam e colocavam as lembranças em uma moldura para ser colocada em um lugar de destaque ou na sala de estar, ou no escritório, ou mesmo no quarto da pessoa.
- Ah mãe, não ficam bem encher as paredes das casas com quadros.
- Antes, a gente tirava poucas fotos quando saía para passear ou visitar algum ponto turístico de uma cidade. Normalmente, as máquinas que carregávamos possuíam filmes com 12 ou 24 poses. Por isso, a gente tirava as fotos especiais com um fotógrafo profissional, para que as mesmas saíssem muito bonitas.
- Bom mãe, hoje parece ser melhor, então. Hoje, as fotos podem ser tiradas em várias posições no mesmo local, em casa a gente pode melhorá-las com algum programa de computador. Fica até melhor.
- São fotos artificiais! Se o original não sair melhor na cópia, a gente melhora o original da cópia. Pode isso?! Tem fotografias que nem parecem com os modelos originais!!!
- Ih, mãe, antigamente, antigamente!!!
Raquel seguiu caminhando com a filha, pensando no que queria dizer antigamente, dito com um tom nada agradável pela filha. Paulinha seguiu caminhando com a mãe, pensado no que queria dizer a relação entre original e cópia, que a mãe acabara de dizer. Ambas observavam os detalhes da Praça da Liberdade, principalmente o rosto das pessoas, todos diferentes, na proporção exata entre cabelo, olhos, nariz..., dando um aspecto agradável à aparência das pessoas. É claro que alguns dos rostos não eram tão agradáveis como aqui escrito. Porém, os rostos belos traziam a justa medida entre área, distribuição das partes e, sobretudo, agradabilidade à vista.
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