Renato Tavares

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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Conhecimento de si

"Quem não conhece a história está condenado a repetir os mesmos erros".
Essa afirmativa, ou outra semelhante, demonstra a necessidade de se conhecer a história, caso contrário, há o risco de tornar a fazer as mesmas coisas e chegar aos mesmos resultados.
Conhecer a própria história é uma das características daquele que "ousa ser inteligente". É necessário o conhecimento da própria história, pois através dessa prática, é possível chegar longe, próximo ao objetivo principal, ou mesmo, é possível não repetir erros que dificultam à pessoa ser bem sucedida.
Para o conhecimento da própria história, um exercício que deve ser feito constantemente, é o exame de consciência, pois através da prática de observação dos passos vividos ao longo do dia, a pessoa que se examina sabe reconhecer seus erros e acertos, sabe quais situações/ações precisam ser corrigidas e quais precisam ser intensificadas.
O conhecimento da própria história, uma das características de quem "ousa ser inteligente", auxilia na aproximação do objetivo principal, auxilia no exercício de autoconhecimento, principalmente, faz com que o ser humano se torne cada vez mais consciente de suas potencialidades e fragilidades, se torne mais humano. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tranquilidade


Rogério era um sujeito trabalhador, simpático, que gostava de desfrutar de uma boa mesa e da companhia de seus amigos. Não comia, como costumava dizer, fazia refeições, que significa desfrutar da boa companhia e de boa comida, de boa bebida.
Nos últimos dias, Rogério estava um pouco preocupado com as muitas avaliações, exames que se aproximavam. Rogério não conseguia dormir, não conseguia relaxar, estava sempre preocupado com o tempo que se aproximava.
- Não se desespere, vai dar tudo certo!
- Não se preocupe, confie em Deus que o que é teu está guardando.
Essas palavras entravam por um ouvido, saia pelo outro. Rogério confiava em Deus, acreditava que tudo daria certo, porém, a pressão dos dias que se aproximavam o tornava
estressado, preocupado. Os amigos não percebiam o fervilhar interno de Rogério, pois viam que seu externo aparentava tranquilidade, serenidade.
- Queria ser como ele, quanta tranquilidade!
- Se fosse comigo, estaria desesperada.
Rogério não se esforçava para aparentar algo que não fosse, apenas vivia o momento: os mais próximos sabiam que ele estava preocupado, intranquilo, os não tão próximos acreditavam que ele estava sereno, tranquilo.
Rogério tinha certeza da preocupação, da solidariedade de seus amigos. Porém, o momento que se aproximava era seu, ninguém poderia viver por ele, apesar de poder estar junto. Rogério tinha certeza que mesmo preocupado, tudo daria certo, pois confiava em Deus, mas não gostava de ouvir a insistência de que não se desesperasse.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Um tempo para cada coisa

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu" (Ec 3, 1).
As pessoas, normalmente, gastam seu tempo angustiando-se, muitas vezes, por aquilo que ainda vai acontecer, outras vezes, sofrem por aquilo que já aconteceu.
Faz parte do humano querer sair do tempo presente e tentar, ou antecipar o futuro, ou querer trazer de volta o passado. Porém, faz-nos mais ainda humanos viver o tempo presente, o instante, o agora.
É claro que precisamos planejar o futuro, caso contrário, ele chegará e pode acontecer que não estejamos preparados com suas surpresas. É claro que precisamos aprender, avaliar o passado, caso contrário, corre-se o risco de repetir os mesmos erros. Porém, é claro que é preciso viver intensamente o presente, pois é possível que se passe a vida sem viver, e viver é hoje, aqui, agora.
Como afirma o Eclesiastes, há um tempo determinado para cada coisa, para plantar, para colher, para nascer, para viver.
É preciso que nós, os humanos, saibamos viver cada momento que a vida nos oferece.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O ovo ou a galinha

"Nem tanto à terra, tem tanto ao mar".
Um tema que merece uma reflexão é o da relação entre o indivíduo e o meio em que vive.
Alguns defendem a ideia de que o meio corrompe o indivíduo, ou como dizem, "filho de peixe, peixinho é". Defendem a ideia de que dependendo das circunstâncias em que uma pessoa é criada, ela já está determinada a ser de uma determinada forma, a agir de certo modo.
Outros, porém, defendem a ideia de que o indivíduo é quem é o único responsável por aquilo que lhe acontece, o indivíduo é quem cria o meio, ou como dizem, "o que mais importa é o que você fará com aquilo que fizeram com você". Defendem a ideia que você é o único responsável pelo seu destino.
"Nem tanto à terra, nem tanto ao mar".
Na Amazônia, um dos meios de transportes mais utilizados é a canoa, principalmente em curtas distâncias. Uma das primeiras lições que lhe ensinam é saber remar, igualmente, dos dois lados, caso contrário, a canoa não avança, mas fica dando voltas circulares.
Por isso, nem o meio corrompe, totalmente, o indivíduo, nem o indivíduo é tão independente assim do meio. O indivíduo é o único responsável por aquilo que lhe acontece, o meio não tem poder absoluto sobre ele. Porém, também, o indivíduo está inserido em um meio, que influencia suas decisões.
"Nem tanto à terra, nem tanto ao mar".

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Acolhida

"Sentir-se acolhido é natural quando se chega a um lugar e é recebido por todos os que formam a comunidade daquele lugar".
Quando começou aquele novo trabalho, Chico não sabia o que iria encontrar. Estava muito feliz pela oportunidade de poder contribuir com a história daquele empreendimento, poder ajudar as pessoas/clientes daquela instituição. Porém, pairava em seu coração a dúvida: será que seria bem recebido por seus novos colegas de trabalho.
Para sua grata surpresa, quando chegou ao novo ambiente de trabalho, uma pessoa o aguardava ansiosamente, querendo dar-lhe as boas vindas, querendo deixá-lo bem à vontade. Isso, ela conseguiu, Chico nunca fora tão bem recebido, outros, em outros lugares.
Durante os compromissos burocráticos, ainda no RH, fora introduzido na nova função e percebera o quanto era esperado. Após assinar bastantes documentos, passeou com sua nova superiora pelos vários departamentos daquela instituição, conheceu pessoas e lugares. Estava radiante com a oportunidade que recebera, estava convencido de que iria contribuir com seu melhor para o desenvolvimento das pessoas/clientes da instituição.
Voltou para casa feliz. Ansioso pelo novo dia que iniciaria seus trabalhos. 
"Sentir-se acolhido é natural quando se chega a um lugar e é recebido por todos os que formam a comunidade daquele lugar".

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Adaptação

Uma característica essencial para quem deseja progredir na vida, principalmente no trabalho, é a capacidade de se adaptar a diferentes realidades, pessoas, lugares.
Há muito tempo não escrevia neste espaço, talvez por causa do tempo curto de que disponho, talvez por causa de ainda não estar adaptado ao novo momento que vivo.
Aproveito deste momento de curto espaço de tempo para refletir sobre uma característica essencial de quem deseja ser melhor: a adaptação.
Adaptar-se a novos lugares é mais do que chegar e tentar se inserir em um novo local.
É inserir-se em uma nova vida, é ouvir mais do outro e falar menos de si, é desfrutar do conhecimento da cultura do outro, das coisas do outro, das certezas e incertezas dos outros. Porém, é também partilhar com o outro aquilo que é seu, é também mostrar suas certezas e incertezas, sua cultura.
Em tempos de globalização, em que somos colocados em contato com hábitos e modos estranhos ao nosso, faz-se cada vez mais necessária essa característica essencial para progredir na vida, no trabalho, o encontro e acolhida do diferente.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sapere aude

"Quem começa, já faz a metade da obra; resolve-te a ser sábio: começa." (Horácio)
Todo empreendimento de sucesso começa por uma ideia, talvez por um sonho.
A pessoa empreendedora é aquela que ousa transformar um sonho, uma ideia, em um empreendimento. Após o planejamento, longo tempo de trabalho árduo, o sonho se transforma em algo palpável que contribui para o desenvolvimento da sociedade, da comunidade em que o projeto está inserido.
Horácio, em Conselho a um Jovem (Epístola 1), indica que além do sonho, do projeto, da ideia, é necessário iniciar o trabalho, começar, ser ousado, pois o início já é metade da obra.
Muitos sonhos, muitas ideias que poderiam ser empreendimentos de sucesso não o são, simplesmente por falta de ousadia, de atrevimento: começar. O sonho, a ideia, com o passar do tempo, se não levada à concretude, se não começada, pode cair no esquecimento, pode ser abandonada, e algo de útil, algo que contribua no desenvolvimento de uma determinada comunidade não ocorrerá.
A advertência de Horácio é clara: "quem começa, já faz a metade da obra".