Renato Tavares

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ressurreição da Ética

Nos noticiários dos últimos dias, o assunto de ordem é o "Julgamento do Mensalão".
A sociedade brasileira acompanha com muita atenção o desfecho e as posições assumidas por cada um dos ministros, que de lá do STF, demonstra quando algum dos acusados é responsável ou não por aquilo de que o acusam.
Neste processo, duas figuras se destacam, tanto no bate-papo do cotidiano, quanto nas mensagens que circulam na rede. Um como o herói, ou outro como o anti-herói, um como o justiceiro, o outro como o conivente, um como aquele que venceu na vida, através do esforço pessoal, pelo estudo e trabalho, o outro que, embora tenha se esforçado, chegou onde chegou, não tanto meritoriamente como o herói.
Boa parte da sociedade brasileira, é claro, está preocupada com a provável queda do Palmeiras ou com o título de seu rival no Mundial Interclubes. Porém, esta mesma parte da sociedade que se preocupa com esse esporte que desperta paixão, também tem acompanhado, atônita, o modus operandi daqueles que se diziam defensores da ética e da moral na política.
A sociedade brasileira anseia pela ressurreição da ética na Vida Pública, principalmente quando este público envolve o bem comum. A sociedade brasileira quer dar razão a Aristóteles e Platão, e não a Maquiavel, quando o assunto é Política. Quer ver a punição dos responsáveis pelo mensalão, seja ele o de Brasília ou o de Minas, sem deixar, é claro, de acompanhar o desfecho da reta final do Brasileirão de Futebol.  

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