"Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10, 10b).
Esses dias li um interessante livro, que apesar da pretensão do título, demonstrava como se formou o conceito Cristo, contrário à ideia de Jesus, analisando a moral cristã, desde sua origem no Judaísmo, passando pelos Evangelhos, culminando a História do Cristianismo. O autor afirmava que o único cristão que existiu morreu na cruz.
Não sou teólogo, ser contra o qual este autor disparava inúmeras críticas ácidas, porém, tento ser cristão.
Quando percorremos a História do Cristianismo, percebemos que a conclusão de que o único cristão morrera na cruz não se sustenta.
Primeiro: a boa notícia começa com a pregação da ressurreição de Jesus de Nazaré.
Segundo: a História do Cristianismo mostra a vida de inúmeros cristãos.
O cristianismo não é uma religião que prega a morte, mas uma religião que prega a vida. Jesus, de quem nos falam os Evangelhos, foi alguém que constantemente falou da vida, ensinou como deve ser a vida humana. Ser cristão é ser alguém que almeja, acima de tudo, a vida.
É claro que ao longo da História do Cristianismo observamos algumas "teologias" contrárias à vida; algumas pessoas, que se diziam cristãs, contrárias à vida. Porém, este tipo de religião não é cristianismo, mas algo diferente. Pelo menos diferente do que vejo no cristianismo.
É sempre importante ler autores que criticam o modo de ser cristão. Pessoas de Fé não tem medo da crítica, ainda mais quando esta crítica, fundamentada em alguns exemplos da História, denuncia a falta de compromisso com a vida em abundância, denunciam falsos conceitos de pretenso cristianismo.
A crítica é sempre boa, porque leva à reflexão: será que estou vivendo um cristianismo verdadeiro? será que meu modo de ser cristão conduz à vida em abundância?
Por isso, gosto muito destas pessoas que se autointitulam o Anticristo. Ao ler/ouvir o que têm a dizer, sou convidado a refletir sobre minha maneira de ser cristão, e, principalmente, perguntar-me se estou tendo vida, e vida em abundância.

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