"Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!" (Provérbios 16, 16).
Nesta passagem do livro dos Provérbios (um interessante compêndio de diretrizes) é encontrada uma ideia que não condiz, se lida literalmente, com o que pensa boa parte das pessoas: dinheiro não traz felicidade.
Para entender o que afirmam grande parte das pessoas consideradas sábias, que dinheiro não traz felicidade, é preciso seguir uma preciosa dica de Aristóteles: distinguir meios de fins. Se alguém pensar que dinheiro é um fim em sí, então realmente pode-se afirmar com certeza que dinheiro não traz felicidade. Se considerar o dinheiro como um meio (essa é a função econômica do dinheiro) então é possível compreender o provérbio.
Dinheiro (o ouro, a prata) são apenas meios que se bem empregados auxiliam a busca humana pela felicidade. Com este meio, algumas viagens que ampliam horizontes podem ser feitas, alguns cursos que ajudam na aquisição de sabedoria podem ser realizados, alguns bens que proporcionam conforto suficiente podem ser adquiridos, algumas pessoas, instituições podem ser ajudadas financeiramente.
Riqueza é muito maior que dinheiro, bens, que são apenas meios. Para uma pessoa chegar à riqueza, que também é meio para a felicidade, ela precisa investir em sabedoria, prática e teórica. Sabedoria conduz à prudência que é meio necessário para um bom discernimento. Daí o versículo 16, do Provérbio 16.

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