Renato Tavares
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Razão e Coração
Um simpático pensador na História da Filosofia é Blaise Pascal (1623-62). A mais famosa frase atribuída a este francês é "O Coração tem razões que a própria razão desconhece".
Repetida romanticamente por casais de apaixonados, esta máxima precisa ser contextualizada para ser compreendida. Para tanto, o fragmento 282 dos Pensamentos ajuda entender melhor o que Pascal chama de razão e coração:
"Conhecemos a verdade, não só pela razão, mas também pelo coração; é desta última maneira que conhecemos os princípios, e é em vão que o raciocínio, que deles não participa, tentar combatê-los."
Com toda certeza, Pascal ajuda na compreensão de alguns aspectos da natureza humana que precisa ser levado em consideração quando alguém está diante de alguma decisão profissional, estudantil, vocacional. Este pensador auxilia a reflexão ética.
Quando na vida, alguém só se deixa conduzir pela razão, que Pascal chama de espírito de geometria, só compreende uma parcela limitada da vida, da natureza humana. A razão precisa do socorro do coração.
Quando na vida, alguém só se deixa conduzir pelos impulsos, pelas emoções, não está compreendendo o que é coração, que Pascal chama de espírito de finura, e que gosto de traduzi-lo por intuição. O coração conduz ao conhecimento pleno da vida.
É preciso saber em que momento deve prevalecer o coração, em que momento a razão. Uma decisão ética precisa ser tomada com o coração e com a razão. Um ser humano é razão e coração. O coração não se opõe à razão, mas auxilia esta quando ela se esbarra em seus limites. A razão sem o coração é desumana, o coração sem a razão é inumano.
Assim, um ser humano que se deparar na vida com dilemas éticos necessita do auxílio da razão e também do coração se quiser ser feliz.
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