Renato Tavares

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domingo, 7 de novembro de 2010

Paulinha Passos - 4

Após o também delicioso descanso pós-almoço, seu Ademar saboreava um estimulante café, para seguir seu trabalho, com a coluna diária do jornal em que trabalha, na qual escreve acerca de política, educação, literatura. Estava pensando em uma possível solução para o problema enfrentado por Paulinha, mas como?! Ainda não sabia o que fazer!!!
Resolvera escrever em sua coluna sobre a loucura. Recordava que lera, anos passados, O Alienista de Machado de Assis e, ficara impressionado com a incerteza provocada pela falta de delimitação precisa entre o racional e o não-racional. Esse tema era muito significativo para os tempos em que vivia, época de eleições federais e estaduais e das confusões provenientes da impressão do ENEM. Sua coluna poderia trazer significativas reflexões para a sociedade brasileira e mineira.
Porém, não deixava de pensar no momento em que Paulinha vivia! O que será que acontecia nas provas feitas por Paulinha? Seria má elaboração das questões? Seria similitude nas respostas objetivas? - isso o fez recordar-se de Vanilda, a saudosa professora de Literatura que tivera - Seria Paulinha incapaz de refletir de acordo com as razões do coração? - isso não!!!
No final daquela tarde, seu Ademar pensava na Loucura, pensava na racionalidade tecnico-científica, pensava nas razões do coração, adepto que era desta! Tinha que acabar de escrever sua coluna para o Jornal, pois já eram 18 horas e, em duas horas teria que ir ao Shopping, em seu novo carro de cor preta, buscar Paulinha e Raquel, que tinham saído abatidas rumo ao local onde elas gostavam de relaxar e revitalizar-se.

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